2021 VIRÁ. MAS TEMOS 2019 E 2020 ANTES.


por Sergio Milani
O tema da semana acabou sendo o anúncio das regras da F1 de 2021. Realmente, diante da categoria como está e das notícias que vieram aparecendo nos últimos meses, era algo que merecia atenção. Afinal, as expectativas eram altas e o risco de tudo dar para trás era alto. Pelo menos, o arcabouço técnico/esportivo/econômico foi decidido em linhas gerais. O documento mais importante, que é o novo Pacto de Concórdia, onde se define a governança da categoria (discussão sobre o processo decisório, divisão de premiação), ainda está pendente de assinatura e tem várias “pontas soltas” (a assinatura está prevista para o dia 5). 
Ok, é importante olhar esta série de mudanças com otimismo, dada a envergadura do projeto. Mas tem um detalhe bacana que deve ser lembrado aos fãs.
Temos um campeonato em curso até 1º de dezembro. E 22 corridas em 2020.
O interesse acaba caindo pelo fato de que Hamilton está com 9 dedos e meio na taça de campeão. Necessitando de 4 pontos e dado que o inglês não abandonou este ano até aqui, a probabilidade é do GP dos EUA ser uma mera formalidade para que obtenha neste domingo o seu sexto título.
Mas devemos considerar que a F1 2019 tem sido interessante no geral. Puxando o que foi dito em alguns grupos pelas redes sociais, é um campeonato com uma classificação chata com corridas bem legais. Depois da França, a situação foi bem animada, com diversas variáveis auxiliando a montar um espetáculo bem satisfatório.
Não podemos esquecer que ainda tem coisa em jogo. Temos as definições do campeonato de pilotos (o vice deve ficar com Bottas, mas a briga pelo terceiro lugar está embolada) e das outras posições no campeonato de construtores, já que a Mercedes conquistou o título por antecipação. Este último é mais importante pois impacta diretamente na distribuição dos valores a serem distribuídos às equipes (no primeiro semestre, houve um ligeiro aumento após 2 anos de queda). 
E dinheiro será algo importante em 2020. Afinal de contas, os times terão o foco nos carros de 2021. Como o regulamento é praticamente o mesmo deste ano, com exceção de algumas regras deixando as largadas mais sob responsabilidade do piloto e restringindo mais ainda a queima de óleo, em tese os carros não deverão ter tanta alteração (salvo queles que não funcionaram, como Haas e Williams) e o desenvolvimento deverá ser menos pronunciado. 
A novidade nos atiça. Mas não podemos perder o foco. Até porque tem muito detalhe a ser definido ainda e o regulamento tem umas boas "pegadinhas". Vamos curtir as corridas que nos restam e 2020 que nos aguarda. Afinal, a expectativa torna a espera mais interessante...


Comments