VERSTAPPEN: MAIS UMA ETAPA PARA O TOPO


por Sergio Milani
Mais uma etapa foi vencida hoje por Max Verstappen. Consegue em seu 93º GP conquistar sua primeira pole position na Fórmula 1 ( e por consequência de um holandês). Embora já tenha vitórias, muitos ainda consideravam que falava algo para considerar o numeral 33 como um postulante ao posto de "estrela".

Max acaba por ser o principal nome do grupo "Ultrajovem" que está hoje na Fórmula 1. Embora não seja necessariamente um novato (está em sua sexta temporada), tem somente 21 anos e se consolida sim como o próximo grande nome da categoria.


Para a categoria, a ascenção de Verstappen é um achado para a Liberty Media: um piloto jovem, com atitude e que atrai um publico apaixonado. A onda laranja nos autódromos europeus já se transformou em uma presença marcante. E chama a atenção não só nos Países Baixos, mas em todo mundo. 


Isso espanta um problema que a categoria teve em 94, quando se viu sem nenhum campeão após a morte de Ayrton Senna. Hoje, a possibilidade de uma aposentadoria de Lewis Hamilton e Sebastian Vettel se aproxima e a "troca de guarda" poderia ser feita sem grandes traumas. Afinal, outro nome também desponta para disputar a ribalta: Charles Leclerc. Não podendo deixar para trás nomes como Lando Norris e George Russell.


O fato é que Max Verstappen já deixou para trás o posto de promessa. Desde o início, mostrou ser diferente mas teve que fazer seu aprendizado de pista no meio dos leões. Aparentemente, a carcaça está pronta para as pancadas. E agora tem condições de mostrar o que pode fazer, com uma Red Bull crescendo cada vez mais e uma Honda que mostra finalmente o que se esperava dela desde a sua volta em 2015.


Em relação ao que vem fazendo nos últimos anos, pode até se fazer um paralelo. Vou repetir aqui algo que falei para alguns amigos em algumas redes e agora vem tomando mais corpo: Max Verstappen hoje lembra o Ayrton Senna da fase Lotus 86. Ambos são pilotos que a capacidade é inegável, mas que acabavam tendo um equipamento abaixo do que poderiam fazer. Embora se reconheça que a atual Red Bull está um nível acima daquela Lotus.


A perspectiva é das melhores para o 33. Que depois das últimas provas pode sim ter o direito de pensar em vice-campeonato. E por que não almejar o título? Na segunda parte do campeonato, pistas como Mexico e Brasil o favorecem. As esperanças estão em uma nova versão do Honda que virá na Itália, a despeito de punições que venham a ser aplicadas (a Red Bull já usou as 3 unidades permitidas). 


Claro que ainda há o que se melhorar. Embora esteja em alto nível, Max Verstappen é uma obra em progresso. E será o tempo de pista e as dificuldades com carros e concorrentes que o fará progredir e escrever seu nome cada vez mais forte na história da Fórmula 1.


O campeonato e os fãs agradecem. Pra cima deles, Verstappen! 


 

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