SPA-FRANCORCHAMPS:HISTÓRIAS DO TEMPLO


por Allan Bastos
Olá amigos! Em breve teremos a décima terceira etapa da F1 em 2019, o GP da Bélgica, no circuito de Spa Francorchamps, situado entre as cidades de Stavelot e Malmedy, província de Liège, região da Valônia, na Bélgica.
O automobilismo torna-se reconhecido no país após a 1ª guerra mundial, aproveitando-se da popularidade do automobilismo francês. Principalmente se considerarmos a área de fronteira com a Bélgica, da região de Ardenas, próximo à cidade de Reims, que possuía um circuito famoso durante os anos de 1920-1930. 
A história do circuito é antiga, se comparada a chegada da Fórmula 1 no país. O próprio nome do circuito advém de trechos de estradas locais que ligam pequenas cidades (Spa e Francorchamps). O objetivo era aproveitar as longas retas que levavam às cidades, principalmente na região de Spa. No ano de 1920, Jules de Thier (gerente do jornal regional La Meuse) e Henri Langlois Van Ophem (presidente da comissão de esportes na Royal Automobile Clu Belgium – RACB, o automóvel clube belga) articulam-se com a ideia de construir pista de corrida no triângulo entre as cidades de Malmedy, Stavelot e Francorchamps. No ano seguinte, tentou-se promover a primeira corrida, mas o evento foi um fiasco devido à falta de pilotos. Dessa forma, somente em 1922 tivemos a estreia do circuito para corridas de motociclismo e automóveis.
Após as primeiras corridas, a região sediou alguns eventos importantes para o período e que são tradicionais até atualmente. Por exemplo, em 1924, foi feita a primeira 24h. de Spa, uma corrida de enduro com os carros franceses Bignan de 2L. A prova hoje faz parte do calendário da categoria Blancpain GT Series Endurance Cup. Os monocoques também não ficaram para trás com a corrida do GP da Europa, em 1925, onde 7 carros disputaram a vitória, levando a melhor o mítico Antônio Ascari, pilotando sua Alfa Romeo. Não obstante o sucesso, planos foram feitos para levar corridas para outras regiões da Bélgica como a Antuérpia, Ghent, Liège, Namur e Ostend. Vale dizer que em 1938, o Automóvel Clube Beaumont-Chimay organiza GP em Chimay, com corridas de carros e motos, sendo divulgado no período como o GP da Fronteira (por estar na região de fronteira com a França).
Os anos 30 e 40 geraram variações em relação ao circuito. Vale dizer que em seu início, a pista era bem mais extensa e um pouco diferente da configuração atual. Talvez uma das mais significativas seja que após a Eau Rouge havia uma curva à esquerda, levando ao hairpin da “Antiga Douanne”, que acabava na Radillon e subia para a reta Kemmel. Após a Les Combes, virava-se à esquerda subindo outros trechos que desembocava na Malmedy, que possuía basicamente uma reta enorme até a curva Stavelot. A última parte do circuito tem as suas semelhanças com a atual, embora um enorme trecho até a chegada da Blanchimont e a falta de boxes na atual reta. Foi somente no ano de 1939 que ocorreu a mudança tão característica que liga diretamente a Eau Rouge e Radillon. 
Pista original de Spa Francorchamps

É notável dizer que no final dos anos 30 ocorreu uma alternância entre as corridas disputadas no circuito, variando entre o GP da Europa e a prova de 24h. Há, no entanto, um piloto que consegue vitória em ambas as categorias: o monegasco Louis Chiron (1930 no GP da Europa e 1933 nas 24h. de Spa). As corridas acabam, entretanto, durante a 2ª guerra mundial, no ano de 1940, com a Blitzkrieg alemã na Bélgica, tendo a pista sofrido ataques de artilharia, inclusive. O retorno ocorre somente no ano de 1946, quando o Automóvel Clube organiza corrida, com vitória do francês Eugène Chaboud. Logo mais, não tardaria para a pista ser uma das principais escolhas para entrar no calendário da F1, em 1950.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PAÍS
A Bélgica encontrava-se no meio da crise durante a 1ª guerra mundial pois foi palco do conflito com a invasão alemã em 1914. Estima-se que cerca de 100 mil belgas fugiram durante o conflito e 80 mil belgas morreram.
Os alemães ocuparam as regiões de Liège, Namur e Bruxelas, deixando apenas uma pequena parte do antigo território livre. Neste período, o governo, chefiado pelo Rei Alberto I (vale dizer que a Bélgica era uma monarquia constitucional unitária em que o Rei exercia certo poder também nas câmaras legislativas, sendo o Senado e Câmara dos Deputados) muda sua sede para Antuérpia, e posteriormente para Havre (na cidade belga de Haianaut) conforme os alemães invadem o território rumando para a derrubada da França. Somente em setembro de 1918, com uma ofensiva da Tríplice Entente, a Bélgica conseguiu expulsar os alemães. Porém, os danos, não somente humanos (como demonstrado acima) mas também materiais já estavam feitos: cerca de 3.862 km de linhas ferroviárias foram destruídas; cerca de 1.214 quilômetros quadrados de terra transformados em terreno baldio (uma área um pouco menor que o município do Rio de Janeiro), destruição de boa parte das locomotivas; destruição ou danos severos de quase todas as usinas siderúrgicas; e cerca de 7 bilhões de dólares de dano à propriedade.

Estando do lado vencedor do conflito, a Bélgica recebe alguns benefícios no Tratado de Versalhes (1919), incorporando ao seu território quase 1000 quilômetros quadrados (com as cidades de Eupen, Malmédy e St. Vith) e cerca de 64 mil habitantes. A Alemanha também cede as colônias africanas (através da Liga das Nações) de Burundi e Ruanda, aumentando o império colonial belga, que ao final do século XIX era focado no Congo belga.
O país Bélgica, Estado moderno independente, surge em 1830, durante o período das revoluções liberais. Porém, anteriormente, o território fora dominado por franceses (ao longo da idade média e durante a revolução francesa/guerras napoleônicas), espanhóis (durante a idade moderna, até o século XVIII) e pelos austríacos (século XVIII, após guerra de secessão espanhola, quando ramo austríaco dos Habsburgos tomam controle da região). Isto levaria o território a ter uma população com, por exemplo, línguas e religiões diferentes (vale lembrar que antes de 1830 o território era dividido em vários reinos, e sofria influência também da vizinha Holanda). Durante o período pós-1ª guerra mundial intensificam-se conflitos político-culturais entre as principais regiões do país: Valônia (parte sul, onde fica o circuito de Spa-Francorchamps, de cultura próxima aos franceses, de religião católica) e Flandres (a parte norte, de cultura próxima aos flamengos/neerlandeses, de religião protestante). 
Vale dizer, inclusive, que durante a 1ª guerra mundial, os alemães separaram as duas regiões. A região flamenga seria cortejada pelos alemães, aproveitando-se da insatisfação do norte com o que consideravam um status de segunda classe à sua cultura e idioma. O movimento nacionalista flamengo aproveitar-se-ia da rápida recuperação econômica belga após a guerra, do crescimento populacional na região e das reformas político-sociais feitas em 1918 (como o voto igualitário) para requerer suas demandas, não necessariamente no país inteiro, mas na região de Flandres, pressionando, por exemplo a língua flamenga como oficial na região. O direito é conquistado no ano de 1922. 
A política partidária belga do período é dividida basicamente entre o Partido Católico (Katholieke Partij, na língua holandesa/ Parti catholique, na língua francesa) com orientação conservadora e nacionalista, o Partido Liberal (Liberale Partij, na língua holandesa/ Parti libéral, na língua francesa) com orientação liberal clássical e o Partido Trabalhista Belga (Belgische Werkliedenpartij, na língua holandesa/ Parti Ouvrier Belge, na língua francesa) com orientação social-democrata. Esses são os principais partidos que conseguiriam formar coalizões no parlamento. O confronto mais latente era entre católicos e sociais-democratas/socialistas. Os primeiros defendendo os interesses da Igreja na sociedade e educação, a manutenção da propriedade privada, a unidade nacional belga e a cooperação entre classes. Já os últimos defendiam reformas trabalhistas e menos influência da igreja no Estado belga. Vale dizer que partidos de maior extremidade no espectro político (tanto na direita quanto na esquerda) surgem do Partido Católico (como o Partido Rexista, de orientação fascista e autoritária, em 1935, surfando o crescimento da ideologia nazi-fascista) e o do Partido Trabalhista Belga (como o Partido Comunista Belga, em 1921, aproveitando a revolução russa de 1917).  
Em 1918, reformas trabalhistas são negociadas entre o Rei Alberto e o Partido Trabalhista. Para além do voto universal descrito acima (vale a observação que anteriormente existia um sufrágio universal com voto plural, tendo alguns eleitores com a capacidades de votar mais de uma vez. O voto universal de 1918 acaba com a prática), os trabalhadores asseguram a jornada de trabalho de 8h e o direito à greve. Na economia, o Estado regula o preço de determinados produtos e institui-se o pagamento de impostos progressivos por renda. A reforma apresenta características da política de Bem-Estar Social, comum aos sociais-democratas europeus do período.
Em questão de política externa, a Bélgica abandonou o estatuto da neutralidade, que vigorava no país desde o Tratado de Londres de 1839 (onde os Países Baixos reconhecem a independência belga, desrespeitado pela Alemanha na 1ª e 2ª guerras mundiais), aliando-se à França, em 1920. A partir deste momento, a Bélgica participaria da ocupação francesa da cidade de Ruhr (1923).

HISTÓRIA (DA FÓRMULA 1) NO CIRCUITO
O circuito de Spa Francorchamps encontra-se na primeira temporada da Fórmula 1 em 1950. Naquele ano o mítico piloto argentino Juan Manuel Fangio deixaria seu nome marcado na história do circuito sendo o primeiro vencedor da categoria.
Apesar de preferir deixar a lista de acidentes fatais para o final do texto, é impossível dissociar a tradição, a lenda acerca da pista, de seu nível de periculosidade. Este debate encontrava-se vigente durante os anos 50 e 60, pois em 1958 o piloto escocês Archie Scott Brown morrera em uma corrida de carros esportivos na curva Clubhouse (após a Blanchimont, onde hoje temos o hairpin que leva a reta). Principalmente, em situações de chuva, condição importante para o carro de Brown perder o controle e acertando uma placa de estrada, causando um grande acidente. Vale dizer que, na mesma condição chuvosa e ainda na mesma curva foi ceifada a vida do piloto britânico Richard “Dick” Seaman, em 1939, quando seu carro atingiu uma árvore ao pegar uma tangência escorregadia para a pista molhada (mas tradicional para a pista seca).
Em corridas de Fórmula 1, temos os acidentes fatais do piloto britânico Chris Bristow, correndo com seu Cooper T51 pela equipe Yeoman Credit Racing, e o também britânico Alan Stacey, dirigindo seu Lotus18-Climax. Ambos ocorreram no GP de 1960, na curva Burnenville (que não é mais utilizada atualmente, mas pode ser vista na imagem do circuito apresentada abaixo). As causas, em si, foram diferentes: o primeiro foi afetado por uma ondulação na pista, perdendo o carro, enroscando-se com uma proteção de arame farpado perto da pista (terminando decaptado!); o último foi afetado por um pássaro que bateu em seu rosto, fazendo-o perder o controle do carro. Tão impressionante quanto os acidentes em si é que ocorreram com diferença de 5 voltas! Bristow acidentou-se na volta 20 e Stacey durante a volta 25. A curva Burnenville também fizera uma vítima (ainda que não fatal) no dia anterior, o piloto britânico Sterling Moss, que machucou-se e não correu o GP. O piloto vencedor desta corrida mortífera foi o australiano Jack Brabham, em seu Cooper-Climax.

A situação do circuito começa a mudar com o acidente do piloto escocês Jackie Stewart no GP de 1966. Também sob chuva pesada, acaba por bater em um poste na reta Masta e capota em uma vala, deixando lá seu BRM. Stewart tem como consequência lesões nas costelas e nos ombros, porém poderia ter sido um acidente fatal, haja vista o tanque de gasolina ter vazado no cockpit. Estima-se que o piloto poderia estar dirigindo sem cinto de segurança no período (o que parecia ser algo relativamente comum, segundo alguns relatos). A partir deste momento, Stewart lideraria uma campanha pedindo mais segurança nos circuitos (inclusive Spa-Francorchamps) e nos carros da categoria naquele período. A preocupação levaria ao boicote do circuito em 1969, por não terem as demandas de segurança providas pelo organizador e também como consequência da morte do piloto britânico Jim Clark em Hockenheim no ano anterior (1968). Para remediar a situação, no ano de 1970, uma barreira é feita em torno do circuito, após instalação de chicane temporária na curva Malmédy. Seria a última vez que o circuito antigo seria utilizado, tendo como o último vencedor o piloto mexicano Pedro Rodríguez, em sua BRM.
A partir de 1972, o GP da Bélgica começou a ser disputado em outros circuitos: Nivelles (1972 e 1974) e Zolder (1973, 1975-1982 e 1984). Desta forma, podemos dizer que Spa-Francorchamps não foi a casa da Fórmula 1 na Bélgica durante os anos 70. O circuito, entretanto, continua sendo utilizado para as 24h. de Spa, contabilizando 8 mortes entre 1971-1975. Há de se dizer que uma morte trouxe o GP da Bélgica de volta para Spa-Francorchamps em 1983, mais exatamente o falecimento do piloto canadense Gilles Villeneuve no circuito de Zolder no ano anterior (1982).
Para deixar o autódromo de Spa-Francorchamps mais seguro, algumas reformas foram feitas ao longo dos anos. Ainda em 1975, uma nova chicane foi colocada na Masta Kink (esta parte não é mais utilizada no traçado atual). Somente em 1979 construiu-se um novo setor na pista permanente, bem menor que o circuito original, abandonando parte do traçado clássico e ficando mais próximo do que conhecemos atualmente. É cortada as curvas Haut de la Côte e Burnenville, assim como a parte da Masta (reta e chicane) e Hollowel. O circuito continua mantendo certas características como curvas de alta velocidade, mas de maneira mais segura. Alguns pontos ainda continuavam críticos, como a curva Clubhouse, e em 1981 foi instalada ali uma chicane “bus stop” (que não existe atualmente) para diminuir a velocidade de saída da curva Blanchimont (a chicane ficava mais ou menos onde fica a atual chicane que leva a reta de largada). Inclusive, em 2004 tentou-se mudar a direção da “bus stop”, invertendo o sentido de entrada e saída, forçando uma frenagem mais brusca, entretanto a mudança não foi bem aceita pelos pilotos e tão logo foi extinta em 2007 (dando lugar a chicane atual). Se repararmos bem, podemos perceber que há duas saídas de boxes no circuito, e isso se deve à construção de pits modernos entre a “bus stop” e a curva La Source, em 1983. Outro ponto crítico de resolução foi a Eau Rouge-Radillon, principalmente com a batida do piloto italiano Alex Zanardi em 1993 durante os treinos livres. Como medida de segurança, no ano seguinte, foi colocada uma chicane na Eau Rouge (e posteriormente uma área de escape, em 1995). Uma revisão de realinhamento de curva foi feita ali também no ano 2000, devido à proximidade da área de entrada e saída do pitlane. Vale lembrar que esta saída do pitlane não é utilizada pela Fórmula 1 (que sai logo após a La Source) mas é comum o uso nas demais categorias.   
A presença do circuito na Fórmula 1 foi ameaçada durante 2003, devido às leis antitabagistas no país. Não somente Spa-Francorchamps deixou o calendário, mas outros países europeus também, mesmo momento de ascensão das pistas asiáticas. A pista não tardaria a voltar, pois constou na programação do campeonato de 2004. No ano seguinte, novamente, o circuito encontrou-se ameaçado quando Bernie Ecclestone exigiu mudanças e reformas e a administração do autódromo não conseguiu arcar com os custos. Portanto, sendo retirado do campeonato em 2006. Somente em 2007, após acordo com o governo da Valônia, que intervém com fundos para garantir reformas nas instalações do pitlane é que o circuito volta para o calendário e permanece até atualmente. É neste momento em que desaparece a “bus stop” e aumenta-se a reta para a curva La Source. 
O maior vencedor da pista é o alemão Michael Schumacher com 6 vitórias (1992,1995-1997, 2001-2002), seguido do brasileiro Ayrton Senna com 5 vitórias (1985,1988-1991) e com o bronze ficam o britânico Jim Clark (1962-1965) e o finlandês Kimi Raikkonen (2004-2005,2007 e 2009), ambos com 4 vitórias.
A equipe mais vencedora do circuito é a Ferrari com 13 vitórias (1952, 1953, 1956, 1961, 1966, 1996, 1997, 2001, 2002, 2007, 2008, 2009 e 2018), seguido de McLaren com 12 vitórias (1968, 1987, 1988, 1989, 1990, 1991, 1999, 2000, 2004, 2005, 2010 e 2012) e Lotus com 5 vitórias (1962, 1963, 1964, 1965, 1985).
Além da Fórmula 1, as categorias de base F2 e F3 também correm no circuito. Ainda na categoria fórmula, a antiga World Series da Renault utilizava a pista quando ainda era uma categoria existente. Os carros de turismo também estão representados pela WTCR (antiga WTCC), que conta com o piloto belga Frédéric Vervisch, também na equipe belga Comtoyou Team Audi Sport (eles também têm uma equipe que corre com o SEAT CUPRA León TCR, a Comtoyou Team DHL CUPRA Racing). Vale destacar que o ponto forte são as corridas de enduro, com a tradicional 24h. de Spa (existente até atualmente), as 6h. de Spa com carros antigos, os 1000 km de enduro com carros esportivos e o campeonato FIA WEC (com a 6h. de Spa-Francorchamps). A última contou com os pilotos belgas: Stoffel Vandoorne (durante as etapas belga e de Le Mans) pela categoria LMP1, com a equipe russa SMP Racing; Laurens Vanthoor (durante as etapas de Le Mans e Spa-Francorchamps) pela categoria GTE Pro, com a equipe alemã Porsche GT Team; e Maxime Martin, correndo todas as etapas pela equipe britânica Aston Martin Racing (e único piloto belga confirmado para a próxima temporada).
O circuito começa pela reta dos boxes, que não é longa e temos uma freada forte e virada à direita no hairpin La Source (curva 1). Seguimos por uma reta curta e estreita que desemboca numa das subidas mais famosa da F1, a junção da Eau Rouge com a Radillon (curvas 2 e 3), num corte à esquerda, à direita, estabilizando à esquerda novamente na zebra, tudo com “pé embaixo”. Chegamos na leve curva Kemmel (curva 4) que nos leva a reta Kemmel, a maior do circuito, excelente ponto de ultrapassagem. Ao final, temos uma freada bem forte e viramos à direita e esquerda na Les Combes (chicane das curvas 5 e 6) até chegarmos na Malmedy (curva 7) à direita. Entramos numa pequena reta que leva à curva em declive Bruxelas (curva 8), um hairpin virando à direita, que te joga para uma zebra (à esquerda) e te faz reagir rápido para jogar o carro em outra zebra (à direita) para cortar a curva que chamarei de “Thiers-Van Ophem” (nomeei com os sobrenomes dos promotores da ideia do circuito original nos anos 20, curva 9). A partir daqui entramos na parte mais rápida do circuito, descendo a Double Gauche (curvas 10 e 11), ambas à esquerda (gauche é como os franceses falam “esquerda”), diminuindo a velocidade na chicane Les Fagnes (curvas 12 e 13), primeiramente à direita e depois pela esquerda. Retomamos a velocidade para a Campus (curva 14) à direita, com aceleração total na Stavelot (curva 15) também à direita e seguimos uma reta com curvas de alta, primeiramente a Paul Frère (curva 16, homenagem ao piloto e jornalista belga) até cortarmos à esquerda, ainda com “pé embaixo” na Blanchimont (curva 17) que nos joga para uma zebra à esquerda e uma freada poderosa para a chicane dos boxes (curvas 18 e 19), primeiramente para a direita e depois para a esquerda, com excelente possibilidade de disputa de frenagem. Após, chegamos à reta e completamos a volta.

EXPECTATIVAS
Após uma prova mais que aceitável em Hungaroring e longas férias, eu quero ver o circo pegando fogo entre Ferrari e Red Bull! Creio que Max Verstappen deveria aproveitar a boa fase e planejar uma vitória em um circuito em que Lewis Hamilton não é historicamente dominante. Estou curioso o quanto o carro da Red Bull renderá neste circuito de alta velocidade. Espero que Alexander Albon consiga ter um melhor desempenho que o antigo ocupante da vaga. Vi uma temporada boa em 2019 ao longo da STR e um desempenho mais do que satisfatório ano passado na F2 enquanto pilotava para a Dams. Lewis Hamilton ainda continua meu favorito devido a minha dificuldade de apostar contra ele. Torço também para uma corrida impactante de Charles Leclerc, que tem perdido espaço para Vettel ao longo das últimas etapas.
Por último, faço uma pequena homenagem a pista e correrei com a Alfa Romeo, primeira vencedora da F1 no circuito, no assento de Kimi Raikkonen, o piloto mais vitorioso do circuito ainda ativo.

Bibliografia
COOK, Bernard. Belgium - A History. Studies in modern European history, v.50. Peter Lang Publishing Inc., 2002.

Referências e fontes para automobilismo
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https://en.wikipedia.org/wiki/2019%E2%80%9320_FIA_World_Endurance_Championship

Referências e material de apoio para história
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_B%C3%A9lgica
https://pt.wikipedia.org/wiki/União_de_Utrecht
https://pt.wikipedia.org/wiki/Estados_Belgas_Unidos
https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_prime_ministers_of_Belgium
https://en.wikipedia.org/wiki/Belgian_Labour_Party
https://en.wikipedia.org/wiki/Catholic_Party_(Belgium)
https://en.wikipedia.org/wiki/Liberal_Party_(Belgium)
https://en.wikipedia.org/wiki/Communist_Party_of_Belgium
https://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_Rexista
https://pt.wikipedia.org/wiki/Val%C3%B4nia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Flamengo_(neerland%C3%AAs)

https://pt.wikipedia.org/wiki/Parti%C3%A7%C3%A3o_da_B%C3%A9lgica

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