O MOEDOR DE CARNE DA RED BULL ATACA NOVAMENTE


por Sergio Milani
Quem disse que as férias da Fórmula 1 seriam tranquilas? A Red Bull anunciou há pouco um movimento razoavelmente esperado: a troca de Pierre Gasly por Alexander Albon no "mundo Red Bull" a partir do GP da Bélgica.

O francês vinha sofrendo uma pressão tremenda diante da falta de resultados. E diante de um trucidador Max Verstappen, a situação ficou mais pesada ainda.

Pelo quadro que se desenhava e, dado o historico dos taurinos na gestão de pilotos, o paddock se perguntava quando a troca viria. Christian Horner e Helmut Marko deram várias entrevistas dando apoio à Gasly e negando a troca, o que até causava algum estranhamento. Mas ao mesmo tempo, não perdiam a chance de criticá-lo.

Este modus operandi nao é novidade na Red Bull. Helmut Marko, o todo poderoso consultor, é um homem duro e que não tem medo de cortar cabeças. Vimos várias vezes acontecer no proprio programa de formação de pilotos como na categoria principal. Daniil Kvyat foi o exemplo mais acabado desta politica agressiva: Veio na Toro Rosso, foi promovido à "nave mãe" e apos um início claudicante, foi rebaixado. Mas a diferença é que soube se reinventar e conseguiu voltar.

A mudança da Red Bull nao visa somente a troca pura e simples de pilotos. Como até já colocado por aqui, a equipe quer alguem mais confiável para marcar mais pontos e conseguir se posicionar melhor no campeonato de Construtores, que é onde sai a premiação dos times.

A ver agora a reação de Pierre Gasly com o rebaixamento. O francês tem talento e já mostrou isso. Mas claramente parece ter sentido a promoção. Que saiba agora juntar os cacos e olhe o seu agora companheiro como referência para sair da pasmaceira atual.

Pode se questionar os métodos, mas nao se pode negar a coerência da Red Bull ao ligar mais uma vez o moedor de carne. Quem entra nesta roda viva, tem noção de todo o ônus e bônus envolvidos. E tenham certeza que o açougueiro Marko continuará em ação.



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