A RED BULL CRESCE E APARECE


Por Karina Lima
A Red Bull Racing terminou bem a temporada de 2018 da Fórmula 1. Max Verstappen venceu o GP do México, foi segundo colocado no GP do Brasil – e poderia tê-lo vencido caso não houvesse um incidente com Ocon - e terceiro colocado no GP de Abu Dhabi. Daniel Ricciardo também entregou bons resultados com duas quartas colocações nas últimas corridas. Apesar de ter terminado a temporada passada em alta, a Red Bull (agora Aston Martin Red Bull Racing) começou a temporada de 2019 com uma performance inferior.

Em entrevista à BBC F1, Christian Horner comentou sobre os motivos e apontou, além da troca dos motores Renault para os Honda, também algumas mudanças no regulamento: “Primeiro de tudo, houve uma mudança significativa em duas áreas fundamentais relacionadas ao chassi e a asa dianteira foi um grande golpe para nós […] Uma construção mais dura e diferente dos pneus contribuiu também”.

Sobre os pneus, Horner analisa que vinham fazendo um bom trabalho gerenciando a degradação dos mesmos, mas a partir do momento que se tornaram mais robustos e menos frágeis, esse deixou de ser um ponto a favor da equipe.

O dirigente considera que o ano de 2019 é um ano de transição da parceria com a Renault para a Honda, mas, que apesar disso, o desempenho entregue pelos motores foi um pouco superior ao esperado para as primeiras corridas e que o desempenho dos chassis pode ter sido abaixo do esperado. O resultado de todos estes fatores unidos ficou dentro do que era previsto pela equipe e à medida que estão se adaptando ao regulamento e trabalhando para otimizar o carro, a performance tem se tornado cada vez mais forte.

O fato é que, considerando o início da atual temporada, a Red Bull vem melhorando e entregando excelentes resultados nas últimas provas. O déficit médio para a Mercedes em qualifyings vem caindo e foram conquistadas duas vitórias nas últimas três corridas – por mais atípicas que tenham sido suas circunstâncias. Horner acredita que tiveram uma primeira metade do ano bastante razoável e espera uma segunda metade ainda mais competitiva “Definitivamente, desbloqueamos (algum) potencial do carro”. A chegada e – principalmente - entendimento de um pacote aerodinâmico ajudou nesta subida de desempenho.

Além disso, a Honda também cresceu e promete um novo motor para Spa e a Esso, um novo combustível para Monza. Ferrari e Mercedes não estão dormindo e a introdução destas novidades podem acarretar punições (a Red Bull está no limite dos 3 motores previstos no regulamento). Mas os japoneses dizem que vale o risco e são pistas em que a potência fala mais alto.

Um outro fator que certamente também vem contribuindo para o ótimo desempenho da equipe é o momento de Max Verstappen. Desde os erros cometidos em Mônaco em 2018, o piloto parece ter tido o alerta do qual precisava, segundo Horner:

"Ele teve um começo difícil no ano passado, alguns erros e eu acho que, o que aconteceu em Mônaco realmente o machucou […] Ele tinha um carro rápido o suficiente para vencer a corrida, estava 0,2s à frente em todas as sessões e bateu logo antes do qualifying perdendo a oportunidade de competir pela vitória - e então viu seu companheiro de equipe entregar o que potencialmente ele era capaz de fazer - acho que foi um momento decisivo para ele. Na corrida seguinte em Montreal, ele era um piloto diferente".

No momento, Max está há 21 corridas consecutivas chegando entre os primeiros cinco colocados e, apesar de dizer que não está pensando sobre título, está 69 pontos atrás de Lewis Hamilton com ainda nove corridas pela frente nesta temporada. Além disso, ainda teremos algumas pistas onde se espera que a RBR tenha um bom desempenho, logo, será que a equipe austríaca conseguirá outras vitórias?



   

   

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