PNEUS MUDARÃO MAIS DO QUE O PREVISTO PARA 2021


por Sergio Milani
A Formula 1 2021 continua reverberando. Esta semana, a categoria divulgou um modelo de como será o carro de acordo com as regras discutidas e deverão ser referendadas pelas equipes em 15 de setembro (falamos sobre isso aqui).
Hoje, os principais sites especializados dão uma notícia que é tão impactante quanto a mudança do regulamento técnico: a desistência pela Fórmula 1 da política corrente de pneus de alta degradação. Tal decisão viria junto com os novos pneus de aro 18 (os atuais, de aro 13, vão até o ano que vem). Como esta configuração, vem junto com as novas regras, seria o melhor momento para implantação.
O fato de não ter tanta turbulência, um dos focos do novo regulamento, já ajudaria a reduzir o consumo de pneus. Junte isso a uma nova configuração e a proibição do uso de cobertores térmicos, tornaria a dinâmica mais interessante. Em tese.
Nas declarações de Nikolas Tombazis e Pat Symmonds, atualmente responsáveis pela área técnica da FIA e da F1, respectivamente, vão na linha de que as paradas de box são importantes para o desenvolvimento de corrida, os fãs gostam, mas que a atual dinâmica dos pneus não é a melhor. Symmonds ainda vai mais longe, dizendo que estavam sendo pedidas "coisas erradas" à Pirelli nos últimos anos.
A Pirelli, fornecedora única da categoria desde 2010, segue a linha de que "fazemos o que nos é solicitado". E, por várias vezes, o responsável pelo programa, Mario Isola, declarou que estava aberto para novas ideias.
Cabe recordar que este tipo de comportamento foi solicitado por Bernie Ecclestone em 2009 para trazer mais emoção. E neste ano temos visto uma reclamação de parte do grid em relação ao desempenho dos pneus, o que até detonou uma “guerra velada” e uma tentativa de volta aos modelos do ano passado.
Outro fato curioso é que tal "reconhecimento de política errada" vem meses depois do fim do processo de escolha do fornecedor da categoria para o período 2020-2024, com este comportamento de alta degradação de pneus criticado por potenciais postulantes como Michelin e Bridgestone.
Se diz também que os pilotos serão ouvidos neste processo. E isso pode ser um risco, pois poderemos ter pneus que os agradem, talvez mais resistentes e com maior desempenho, mas sejam ruins para o desenvolvimento das provas e afastem o público (lembram-se dos pneus de “madeira” em 2005?) 
É importante notar que a FIA e a FOM estão tentando mexer para aumentar a competitividade da categoria e observam (quase) todos os aspectos que podem impactar. Os pneus são parte considerável do processo, colaborando para o sucesso e fracasso de um carro. Isso não é algo recente e basta ver a história da categoria e ver como o "casamento" entre carro e pneu foi fator preponderante para vários sucessos.

Comments

  1. Algumas considerações pessoais de como eu gostaria de ver a F1 para 2021:

    1) Fornecedores múltiplos de pneus.
    2) Possibilidade de reabastecimento durante a corrida.
    3) Imposição para a abertura de equipe B para Mercedes ter 4 carros no grid.
    4) Testes privados ilimitados.
    5) Liberdade para projetos aerodinâmicos.
    6) Motores híbridos incluindo a possibilidade de outras fontes energéticas como o hidrogênio.
    7) Cockpit fechado como nos aviões a jato.
    8) Uso de eletrônica embarcada sem restrições e uso adicional de potência temporária semelhante ao praticado na Fórmula E.
    9) Ponto de bonificação para o pole position.
    10) Duas corridas por fds., sendo a segunda com o grid invertido.

    São pequenas considerações, espero ajudar no debate.

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    1. Fala chefe! A situaçao dos fornecedores de pneus foi vetada inclusive pelas proprias equipes... :-(

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