HAAS E SEUS PILOTOS:UM DELICADO TABULEIRO

por Sergio Milani
A cada Grande Prêmio, passa a ser uma questão de “Quando” e não de “Se” a troca da dupla da Haas. Romain Grosjean e Kevin Magnussen tem feito tantas lambanças que muita gente tem aguardado a segunda temporada da série da Netflix para ver as reações de Gunther Steiner, chefe da equipe.
Após o mais novo entrevero entre os dois em Silverstone, o alemão declarou que “nossos pilotos pensaram em se enfrentar com uma pá para cavar mais ainda o buraco que já estamos...”. E ainda teria declarado que conversaria nas férias de verão para verificar a situação de Grosjean quando perguntado de uma possível troca deste por Pietro Fittipaldi.
Em um resumão, eis a atual situação da Haas em relação a pilotos:
- Grosjean e Magnussen têm contrato até o final do ano. O dinamarquês tem sido mais efetivo este ano em pontuação e leva ainda o apoio da gigante rede de lojas de vestuário Jack & Jones.
-  A equipe não conta com um piloto reserva oficial. A Haas tem como pilotos de testes de desenvolvimento Pietro Fittipaldi e Louis Deletraz.
- Os dois pilotos não possuem a Superlicença para assumir a titularidade na equipe. No máximo, ambos podem participar de treinos livres. Para relembrar, os requisitos para participar dos treinos livres:ter 25 pontos acumulados em 3 temporadas ou ter completado pelo menos 6 etapas da F2 e ter andado pelo menos 300km com um F1 em dois dias, não podendo estes serem separados por mais de 180 dias.
- Hoje, Deletraz e Fittipaldi possuem 28 e 36 pontos para a Superlicença (são necessários 40) respectivamente. Curioso que o suíço até o ano passado tinha condições de solicitar a aprovação, pois tinha 42 pontos contabilizados (10 pelo título da Fórmula Renault no norte da Europa, 7 pelo 2º lugar no europeu da F-Renault em 2015 e 25 pontos pelo 2º lugar na Fórmula 3.5 V8 em 2016). Não está claro se a Haas solicitou junto à FIA o pedido de Superlicença. Caso contrario, os pontos de 2015 caducaram e obteve 3 pontos pelo 10º lugar na F2 em 2018.
- Já o brasileiro tem ainda os pontos da Fórmula 3.5 V8 de 2016 e 2017 (1 ponto do 10º lugar de 2016 e 35 pelo título de 2017). Este ano, o brasileiro corre no DTM e precisaria chegar em 6º lugar no geral para conseguir pelo menos 5 pontos previstos na tabela da FIA. Até o momento, o brasileiro está em 13º, com 13 pontos.
- O único ponto conquistado em 2016 caduca este ano. Ficariam 35 ainda válidos até o fim do próximo ano.
- Diz-se que há uma pressão para que Pietro fosse colocado como titular este ano. Uma pressão deste tipo já foi feita pela Red Bull com o recém-dispensado Dan Ticktum. Sem sucesso.
O máximo que foi feito até o momento foi a mudança pela FIA de que os treinos livres valessem 1 ponto para o piloto, desde que façam mais do que 100 km (em média, daria cerca de 20 a 25 voltas).
- Se a FIA não rasgar o regulamento, Pietro teria condições de assumir a titularidade na 6ª etapa do campeonato de 2020. 5 treinos livres resolveriam a questão.
- Se a FIA não abrir esta brecha e a Haas queira mudar seus pilotos, outra possibilidade seria ex-pilotos para assumir o posto. A Ferrari teria logo de bate-pronto Pascal Wehrlein (que encerrou este fim de semana sua participação na Fórmula E) e Brandon Hartley. Ou ainda quem sabe realocar Antonio Giovinazzi da Alfa Romeo e até mesmo promover Mick Schumacher, que tem pontuação para a Superlicença.
- E ainda tem a opçao...Formula Indy! Há um piloto la que ja esteve na Fórmula 1 e até um tempo atrás queria voltar...Alexander Rossi.
A sinuca de bico está feita. O tempo passa e a Haas quer agir. A situação mais clara seria carregar a dupla até o fim da temporada e fazer uma reestruturação para 2020. Para trocar, há todo o tabuleiro descrito aqui...
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