FÓRMULA VERSTAPPEN


Por Ialdo Belo – de Amsterdam

Pego a estrada e ao chegar em Rotterdam dou de cara com Max Verstappen… imponente, com uns 10 metros de altura, num painel publicitário da Exact, empresa de software que é um dos seus patrocinadores holandeses.

O jovem de 21 anos é hoje o maior esportista holandês e na história desse país talvez só encontre paralelo com a lenda Johan Cruyff (pronuncia “cráif”e não “cróifi”como os narradores brasileiros nos fizeram acreditar).

Mas, o sucesso de Max não veio do nada. Basta observar as duas últimas corridas desta temporada, Áustria e Inglaterra, e será fácil constatar de onde veio a emoção. Claro que Max encontrou no excelente Leclerc um adversário à altura, o monegasco está cumprindo tudo o que se esperava dele e um pouco mais, entretanto, Verstappen também se bateu e levou a melhor contra adversários nada desprezíveis como Hamilton e Vettel, multicampeões com muitos mais anos de experiência nas pistas.

Alguns podem, e com razão, argumentar que na Inglaterra houve duelos por outras posições como o de Hamilton com Bottas, mas quem nos fez pular da poltrona, tanto no Red Bull Ring quanto em Silverstone, foi Verstappen, justiça seja feita.

É por tudo isso que a Holanda vive hoje uma Verstappenmania, só comparada as da Espanha de Alonso e a do Brasil de Senna.



Por conta disso, Zandvoort estará de volta ao calendário já a partir do próximo ano e os pacotes turísticos para os GPs de F1 vendem como pão quente, transformando as arquibancadas dos autódromos europeus num verdadeiro mar laranja, a cor oficial holandesa. Para se ter uma noção: o pacote aéreo com hospedagem e ingressos para o GP da Áustria custava mais de 800 euros, perto de 5.000 reais, para quatro dias. E vendeu tudo! Além disso, não faltam patrocinadores ansiosos para vincularem suas marcas ao nome do jovem herói. Um deles é a cadeia de supermercados Jumbo (pronuncia iumbo) que foi além e investiu também no retorno de Zandvoort.

Mas, como os citados Alonso e Senna, a torcida pelo arrojo de Verstappen ultrapassou as fronteiras européias e em diversos países do mundo já é um motivo para levar o telespectador a sentar no sofá e se deliciar com o show.

Com um Vettel em crise, um Bottas ainda longe de se tornar um Rosberg e Hamilton reinando praticamente supremo no auge da sua forma, os fãs da F1 podem depositar suas esperanças para corridas emocionantes em Max Verstappen e, não tenham dúvidas, elas virão.

Esteja quem estiver pela frente.



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