FORMULA 1: ANTES DO TETO, O "PUXADINHO"


por Sergio Milani
Como dizem os alemães, o diabo mora nos detalhes. Após uma tremenda discussão na última semana, como amplamente divulgado, equipes, FOM e FIA decidiram finalizar o processo sobre o regulamento da Fórmula 1 de 2021 em outubro. Inicialmente, seria tudo referendado na reunião do Conselho Mundial da Federação, que aconteceu na semana passada. Mas como vários pontos estão ainda em aberto, optou-se por retirar de pauta.
Um dos pontos “quentes” é o famoso teto orçamentário, já abordado por nós aqui anteriormente. E segundo os jornalistas Hazel Southwell e Dieter Rencken, do RaceFans.net, este foi um dos motivos que fizeram a decisão final ser postergada. Este item foi excluído a pedido de McLaren, Williams, Racing Point e Renault.
De acordo com a matéria publicada no site, o teto será operacionalizado em 2021, dentro do que já foi dito: US$ 175 milhões de dólares, excluindo despesas com pilotos, motores, despesas de viagem e marketing. Mas mais informações vieram à tona...
A grande novidade é que, para que a FIA e as equipes se adaptem à implantação do teto definitivo, seria definido um teto orçamentário “informal” na próxima temporada. Não houve sinalização de quanto seria este limite provisório de 2020, mas não haveria nenhuma punição em um primeiro momento em casos de “quebra”.
Em relação ao valor definido para 2021, além da correção feita pela inflação a partir de 2023, ficou acordado um aumento (ou até um decréscimo) de US$ 1 milhão por corrida caso o calendário sofra algum acréscimo ou retirada em relação ao número atual de 21 provas.
Para fiscalizar os orçamentos, será criado um grupo, que pode variar de 6 a 12 membros, chamado Painel de Arbitragem do Teto Orçamentário (CCAP, em inglês), eleitos pela Assembleia Geral da FIA e podem ter candidatos indicados pelos próprios membros da Federação ou por um grupo de, pelo menos, 5 equipes.
As regras preveem que qualquer decisão deste painel poderá ser questionada na Corte Internacional de Apelações, bem como nos procedimentos da FIA.
Embora preveja punições como proibição dos chefes de equipe participarem de qualquer outra competição da FIA ou perda de valores em premiações, foi acordado que, uma variação observada acima de 5% do teto estipulado, será considerada uma “falta leve”. Enquanto uma variação maior do que esta seria considerada uma “falta grave”, detonando punições mais graves.

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