FIM DE ANO PARA A FERRARI?


por Ialdo Belo

Neste momento em que a Mercedes derrota mais uma vez a Ferrari e estabelece um recorde absoluto de cinco dobradinhas consecutivas num início de temporada na F1, massacrando a Scuderia onde ela brilhou na pré-temporada, fica difícil prever uma recuperação dos italianos a ponto de vencer o campeonato de Construtores e ficam cada vez mais reduzidas as chances de vencer o de Pilotos também.
Não que a Ferrari não tenha tentado. A equipe de Binotto usou de todas as estratégias possíveis como ordens de equipe,  pneus de todos os tipos, ajuda do safety car e ainda assim não conseguiu derrotar nem a Red Bull de Max Verstappen.

No apagar das luzes hoje em Barcelona, a Mercedes apresenta impressionantes 173 pontos, 100% de aproveitamento em cinco provas  e ainda mais os pontos por voltas mais rápidas obtidos por Hamilton e Bottas, contra míseros 99 pontos da Ferrari que neste momento está mais próxima dos 66 pontos da Red Bull.
O que nos faz pensar que o ano acabou para a Ferrari? A prova da Espanha é onde são feitos os updates das equipes, principalmente das mais fortes, após análise do desempenho nas quatro primeiras corridas da temporada. A Scuderia veio otimista, mas o que se viu foi uma regressão. Em momento algum a Rossa sequer chegou perto de ameaçar o time alemão, pelo contrário, se viu pressionada pela Red Bull e não fosse a falta de talento de Gasly a coisa poderia ter sido pior.
Não há o que fazer, exceto por uma catástrofe, o campeonato deste ano está destinado a ser vencido mais uma vez pelos prateados e as únicas emoções que podem restar seriam uma disputa interna entre Bottas e Hamilton e a dúvida se a RBR pode ultrapassar a equipe italiana e conquistar o vice-campeonato.
Fora isso, as emoções estarão limitadas na disputa pela Fórmula 1 do resto, mas isso já é assunto para a coluna de Felipe Quintella nessa segunda-feira, aqui no Formula i.


ERROJEAN

Sinceramente, não entendi na hora e continuo não entendendo até agora porque a Haas renovou o contrato de Romain Grosjean. É um piloto sem noção,  que erra o tempo inteiro e deve causar um prejuízo financeiro enorme para a equipe. Tendo vivido tantos anos nos EUA, sei que os americanos não são de tolerar essas coisas e meu palpite imediato é que se Pietro Fittipaldi já tivesse os pontos necessários para obter a superlicença, o franco-suíço não terminaria o ano na equipe: seria mais barato quebrar o contrato do que arcar com os prejuízos que o louco causa tanto com a destruição dos carros, quanto com a perda de pontos.

FILHOTE

A minha bronca com o Stroll não é porque ele tem dinheiro, o Norris e o Latifi também têm e torço muito por eles. A pergunta que deve ser feita, sem paixões, é: sem esse apoio do pai, Stroll ocuparia o lugar de Ocon?
Sob esse ponto de vista, acho que a resposta é bem clara, mas deixo para vocês a interrogação.

VEXAME

Até quando Robert Kubica irá aguentar passar vergonha na Williams?
Ok, foi legal ver o esforço digno de aplausos do polonês para reconquistar seu lugar na F1, mas tudo tem um limite e saber reconhecer a derrota é mais honroso do que continuar numa briga sem nenhuma chance.
Kubica vem sendo surrado impiedosamente pelo inexperiente companheiro Russel e quando um piloto de F1 deixa de ser objeto de admiração para ser digno de pena...

ALIÁS...

Até quando irá durar esse reinado de terror da Claire Williams?


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