1000 CORRIDAS DA F1 - CAPÍTULO FINAL - O QUE SERÁ DO AMANHÃ?


por Ialdo Belo

No dia 26 de novembro de 2017, no GP de Abu Dhabi, Felipe Massa iniciou a última participação de um brasileiro na F1 até a presente data. Depois de 38 temporadas consecutivas, o Brasil se via sem um representante sequer na categoria. Massa, com uma Williams em franca decadência, marcava, ao terminar em 10º lugar, o último ponto da vitoriosa escalada brasileira no pináculo do automobilismo mundial.

A próxima ocasião em que o Brasil teve um piloto guiando um F1 foi no mesmo circuito de Yas Marina, em 2018, com Pietro Fittipaldi realizando testes pela Hass.

E o que esperar do futuro?

Pietro Fittipaldi foi contratado pela Haas como piloto de testes e exerceu essa função na pré-temporada de 2019, em Barcelona, e recentemente após o GP do Bahrein. Emerson Fittipaldi nos informou que apesar de Pietro ter ficado três décimos atrás do titular Romain Grosjean nos tempos finais, na verdade seu neto usou compostos mais duros do que o do piloto franco-suíço. Levando-se em consideração todas as variáveis, no mínimo Pietro ficou três décimos à frente de Grosjean.

Sergio Sette Câmara atualmente disputa sua terceira temporada na F2 e, assim como Pietro, até o momento ainda não possui os pontos necessários para a superlicença. Está contratado pela McLaren F1 como piloto de simulador nesta temporada.

Em outras categorias, teremos Enzo Fittipaldi, Felipe Drugovich, Pedro Piquet e tantos outros pavimentando seus caminhos na tentativa de chegar à F1.

O que se pode especular é que devido as condições do mercado atual de pilotos, a possibilidade de um brasileiro estar no grid antes de 2021 é remota. Pode acontecer, mas será a excecão e não a regra. Muitos torcem por Pietro no lugar do desastrado Grosjean já em 2020, enquanto outros fazem fé na conquista do título da F2 este ano por Sette Câmara, mas, como dissemos, é tudo torcida, sem nada que corrobore concretamente isso.

Para além de 2021 e olhando sob a ótica de hoje, o futuro parece ser promissor graças ao talento de todos os nomes citados acima e de mais alguns outros que estão despontando.

Emerson Fittipaldi também nos disse que a carreira do filho Emmo como piloto já tem um plano estabelecido e que o jovem, hoje com 12 anos e um vencedor no kartismo norteamericano, deverá dentro de um ano e meio iniciar sua carreira na F4 americana e daí seguir os passos dos sobrinhos Enzo e Pietro e migrar para as pistas européias.

Sejamos otimistas, então, e que a F1 faça com que o Brasil volte a ter alegrias nas manhãs de domingo.

Até o GP 2000!







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