O FIM DE SEMANA NA AUSTRÁLIA SURPREENDEU A TODOS



por Karina Lima

Nos testes em Barcelona, a Ferrari parecia ser a força a ser superada, mas quem sobrou na primeira corrida do ano foi a Mercedes - principalmente a de Valtteri Bottas.
O finlandês ultrapassou Lewis Hamilton logo na largada e teve um desempenho impressionante, não só vencendo a corrida com 20.886s de vantagem em relação ao seu companheiro e 57.109s à frente da primeira das Ferraris, como também fazendo a volta mais rápida da prova e recebendo um ponto extra por isso.
De fato, Bottas parece ter vindo com uma nova atitude este ano e afirmou em entrevista à BBC F1: "É um tanto difícil explicar o que aconteceu em minha cabeça no último inverno, mas algo mudou em como me sinto sobre as coisas e a vida em geral".
A mídia aponta diversas teorias sobre o que pode ter levado à queda de desempenho da Ferrari, mas nem o próprio Sebastian Vettel parece entender ainda o que aconteceu. Como relatou Martin Brundle em sua coluna, ao conversar com o piloto no aeroporto, este lhe pareceu tão confuso e surpreso quanto o resto de nós. 
Vettel declarou em entrevista que a Ferrari sabe que tem um bom carro e que apesar de não terem conseguido um fim de semana competitivo na Austrália, acredita que resolverão o problema. Mas se para a Ferrari, a questão pode ter sido em relação ao acerto para a pista, o que explica Hamilton, atual campeão, não ter conseguido a vitória?
Se Lewis Hamilton teve problemas em seu assoalho, uma estratégia ruim ou se simplesmente não obteve o melhor acerto para Albert Park, o fato é que o inglês teve uma performance bem abaixo da de seu companheiro de equipe, algo raro, e pode ser que tenha que lidar com um rival bastante determinado nesta temporada. Finalmente, um adversário dentro de sua própria "casa".

Já a terceira força, Red Bull, se saiu muito bem em sua estreia com os novos motores - ao menos Max Verstappen, que conseguiu o primeiro pódio da Honda desde o início da era V6. Ao que tudo indica, a marca japonesa teve grande evolução e uma boa adaptação ao chassi da RBR. Agora será interessante analisar como se dará a evolução do motor durante a temporada e se conseguirão entregar a confiabilidade necessária, visto que esse foi um dos fatores que levaram a RBR a desistir de uma parceria de 12 anos com a Renault.

Imagem: Reprodução/Twitter Oficial Mercedes-AMG F1

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