terça-feira, 29 de agosto de 2017

EXCLUSIVO! 45 ANOS DEPOIS EMERSON RELEMBRA: "DECIDI ABANDONAR A F1 NA MANHÃ SEGUINTE À CONQUISTA DO TÍTULO EM MONZA."



Em 1969, um jovem piloto de 21 anos deixou o Brasil com destino a Inglaterra. Na mente, uma meta: a possibilidade de descobrir se tinha potencial para se tornar um piloto de F1. O prazo: três meses.
Durante este final de semana do GP da Itália de F1 irá se comemorar os 45 anos de uma conquista não só espetacular, mas inédita em várias formas. Foi a primeira vez que um brasileiro foi campeão na mais importante categoria do automobilismo mundial. Foi também o mais jovem piloto até então a conseguir tal feito, recorde que perdurou por quase trinta anos. Foi o pioneiro que abriu as portas para que Nelson Piquet e Ayrton Senna conquistassem três títulos mundiais de F1 cada um; que Rubens Barrichello fosse duas vezes vice-campeão e Felipe Massa uma vez. Foi o primeiro brasileiro na Indy e o primeiro a vencer as 500 Milhas de Indianápolis. Respeitado no meio automobilístico até hoje, no mundo inteiro. Emerson Fittipaldi é uma lenda viva e nesta entrevista exclusiva nos conta em detalhes, alguns inéditos, sua vida desde então.

IB: Emerson, você foi para a Europa em 1969 e teve uma trajetória fulminante, indo da F-Ford à F1 em menos de um ano; conquistando um quarto lugar na sua segunda corrida e sua primeira vitória já na quarta participação, sendo campeão apenas dois anos depois de sua estréia. Poderia imaginar tanto sucesso em tão pouco tempo?

EF: Fui para a Inglaterra com o objetivo de ser um piloto de F1, mas Deus foi me guiando e as coisas foram acontecendo. Em 1970, no GP de Monza, vivenciei de perto a morte do meu companheiro de equipe, Jochen Rindt e aquilo me abalou muito.

IB: Com o seu carro...

EF: Sim, com meu  carro.

Emerson iria participar da sua quarta prova na F1 e tinha saído para treinar com a Lotus de Rindt quando sofreu um acidente sem maiores consequências do ponto de vista físico, mas que destruiu o chassi. Como “castigo”, Colin Chapman, chefe da Lotus, ordenou que Fittipaldi passasse a utilizar o chassi reserva entregando seu carro para o piloto austríaco.

EF: Monza me marcou, mas a partir dali tudo foi acontecendo muito rápido e eu que era o terceiro piloto da equipe passei a ser o número 1 com a aposentadoria do (John) Miles e cheguei à primeira vitória na minha próxima corrida.

A Lotus não correu em Monza e na etapa seguinte, Canadá. Isso permitiu a Jacky Ickx com sua Ferrari diminuir a vantagem que Rindt, líder do campeonato, tinha sobre ele na disputa pelo título. Se vencesse em Watkins Glenn, nos EUA, Ickx seria o campeão. A vitória de Emerson garantiu o título post-morten para seu teammate.
Jochen Rindt é até hoje o único campeão póstumo da F1.

IB: Então em 1970 você não só conquistou seu objetivo de se tornar um piloto da F1, mas também entrou para o seleto grupo de vencedores de GP. Daí veio o ano de transição em 1971, dedicado pela Lotus ao desenvolvimento daquele que é considerado até hoje um dos melhores carros de F1 de todos os tempos, O Lotus 72D. Ainda assim você conquistou três dos seus 281 pódios e terminou em sexto no campeonato.
Daí veio o que os especialistas chamaram de “O Ano Fittipaldi”.
Com apenas 25 anos você chegou à Monza com a possibilidade de se tornar o mais jovem campeão da história da F1, no mesmo circuito onde apenas dois anos antes havia presenciado a maior tragédia da sua então curtíssima carreira.


A turma da Europa: Wilsinho, Barão, Fritz Jordan, Emerson e Moco.


EF: É... Monza... Minha família toda lá: meu pai, minha mãe, meu irmão... e eu numa pressão só. Tudo dando errado! O caminhão que trazia meu carro capotou, vazou gasolina do carro reserva e achava que não ia largar, eu lembrava do Jochen...

IB: E seu pai narrando a corrida ao vivo para o Brasil...

EF: Pois é, entra lá no YouTube que tem a gravação.

IB: Essa já escutei dezenas de vezes, Emerson...

EF: Verdade?

IB: Claro, pura emoção! O Barão deu show, nos deixou emocionados.

EF: Era Monza, né?

IB: Claro, nada mais italiano que um Fittipaldi. Os tiffosi devem ter ido à loucura com um piloto de ascendência italiana sendo campeão do mundo lá...

EF: Tem uma piada sobre isso (risos). Quando eu vencia, o jornal “Corriere della Sera” noticiava que o “italo-brasiliano” Fittipaldi tinha vencido mais uma vez. Quando não ganhava, eles me chamavam só de “brasiliano”.

Os dois caem na gargalhada

IB: E qual foi a reação da sua família logo após a conquista? O que seu pai falou?

EF: Foi uma festa só! Festejamos bastante, o Braguinha estava lá, meus amigos, minha família toda e na manhã seguinte eu cheguei em Lausanne, na Suiça, e vi um jornal numa banca e nele estava escrito em francês que eu era o novo campeão mundial de Fórmula 1. Só ali foi que a ficha caiu.
Agora, vou contar uma coisa: estávamos tomando café da manhã, eu, meu pai e o Wilsinho. Então eu disse ali pra eles, menos de vinte e quatro horas após conquistar o título: “Agora que sou campeão vou parar de correr!”

IB: Como é que é?

EF: Sim, eu disse: “Acabou, não corro mais!”

IB: Por quê?

EF: Por causa dos amigos que eu tinha perdido. Naquela época era muito comum os pilotos morrerem e foram assim quatro, cinco... um atrás do outro. Em paralelo à F-1, eu corria de F-2. Era muito perigoso também, Jim Clark morreu numa prova de F-2 e eu, mesmo sendo campeão da F1, continuel correndo lá até ir para a McLaren.

IB: E então?

EF: Eu já havia conquistado muito mais do que esperava. Não via sentido continuar naquilo e resolvi parar.

IB: Sua esposa na época, Maria Helena, teve alguma influência nisso?

EF: Não, foi uma decisão minha, somente minha.

IB: Tipo Nico Rosberg...

Silêncio

IB: O que o fez mudar de idéia?

EF: Meu pai. Ele olhou para mim e disse: “Tire isso da cabeça, correr está no seu sangue! Se você parar agora, daqui a um ano, um ano e meio, vai querer voltar a correr. Percebi que ele estava com a razão e segui correndo. Eu tinha 25 anos, era muito novo.

IB: Pois é, e de repente você foi alçado à condição de ídolo nacional, com uma popularidade só comparável a de Pelé! Como foi voltar ao Brasil e ser recebido como herói, desfilar em caminhão dos Bombeiros, ser capa de todas as revistas...

EF: Uma pressão enorme! Estávamos em pleno movimento hippie , eu tinha costeletas, cabelão, usava calça boca-de-sino, era muto jovem e ao mesmo tempo tinha a consciência do exemplo que tinha que dar para os outros jovens, para as crianças...

IB: A Manchete, que era a maior revista da época, publicou um pôster gigante seu. Eu estava com onze anos e tinha um no meu quarto. Eu e todos os meus amigos.

EF: Lembro desse pôster. Também o Roberto Farias lançou um filme, “O Fabuloso Fittipaldi”, que fez muito sucesso.

IB: Tenho esse filme em DVD, gravei do Canal Brasil...
E daí você foi campeão, veio 1973 e você continuou na Lotus, agora junto com Ronnie Peterson.

EF: Meu melhor amigo...

IB: Pois é, mas enquanto na Lotus vocês corriam um contra o outro, na Tyrrel o Jackie Stewart tinha Cevert como escudeiro. Isso atrapalhou seu campeonato?

EF: O acordo que nós tinhamos com Colin era de que quem chegasse em Monza na frente passaria a ser apoiado pelo outro. Comecei o ano vencendo três das quatro primeiras corridas e daí tive uma série de problemas e não foi dando certo. Entretanto, se vencesse em Monza, teria condições de ser campeão se vencesse no Canadá. O Ronnie fez a pole na Itália e pulou na frente e eu na cola dele porque a gente era amigo mas na pista não tinha dessas coisas. Faço uma ressalva aqui: todos os campeões contra quem corri sempre foram muito limpos na pista.

IB: Exceto o Jody, né?

Gargalhadas. Eu estava me referindo a um múltiplo acidente causado pelo futuro campeão de F1 Jody Scheckter naquele ano de 1973 e que irritou Emerson profundamente, além de provavelmente ter lhe custado o título.

EF: O Jody... (risos) Voltando a Monza, eu esperando a ordem do Colin vir e nada! O Ronnie venceu, eu venci no Canadá e o título não ficou com nenhum dos dois!
Naquele momento, decidi que tinha chegado a hora de sair da Lotus.


Na realidade, o resultado daquele GP do Canadá de 1973 até hoje é motivo de controvérsias. Foi a primeira vem em que um safety-car foi usado na F1 e isso gerou muita confusão na cronometragem. O primeiro a receber a bandeirada foi Howden Ganley. Pela cronometragem da Lotus, Emerson foi o vencedor. Depois de muita indecisão e discussão, Peter Revson foi declarado oficialmente vitorioso, com Emerson ocupando o segundo posto. Howden Ganley até hoje afirma que ele venceu.

IB: E aí você foi para a McLaren.

EF: Fui contratado pela Philip Morris e eles me deram as seguintes opções: Frank Williams, Brabham, Tyrrel e McLaren. Escolhi a McLaren.

IB: Escolheu bem.

A Tyrrel jamais voltou a ter um campeão na F1 até sua extinção; Frank Williams só teria um piloto campeão em 1980, com Alan Jones e a Brabham só em 1981, com Nelson Piquet.

EF: Sim, eu enxerguei a McLaren com mais potencial.

IB: E o ambiente era melhor do que na Lotus?

EF: O ambiente era bom nas duas, mas a McLaren era mais organizada como grupo, os neozelandeses trabalhavam muito bem em conjunto. A Lotus era mais centrada no Colin, ela era o Colin, um gênio!

IB: E você conquistou então, em 1974, seu segundo título, em cima de Clay Regazzoni da Ferrari, por três pontos. Ali começava uma ascensão da Scuderia com o fantástico 312T, que deu a Lauda o título de 1975.

EF: Foi.

IB: E 1975? Por que o título não veio?

EF: Coisas de corrida. A McLaren continuava excelente.

Emerson não terminou quatro provas e venceu duas, em catorze corridas, ficando com o vice-campeonato. Lauda, com a Ferrari 312T, considerado o melhor carro daquele ano, venceu cinco corridas e só não terminou uma.

IB: Em quatro temporadas você foi duas vezes campeão e duas vezes vice. Era considerado por todos no paddock o melhor piloto do grid e aí você surpreende o mundo ao anunciar que estava trocando a McLaren pela Copersucar.

EF: Depois das conquistas o meu sonho era ter uma equipe brasileira na F1, que pudesse servir de porta de entrada para os pilotos brasileiros.

IB: Na época, lembro de ter lido que você tinha ido para receber o maior salário do grid...

EF: (risos) Pura lenda! Na verdade meu salário era menor do que na McLaren.

IB: Ainda assim, quando Lauda sofreu aquele terrível acidente em Nurburgring, o próprio Comendador Enzo Ferrari lhe fez uma oferta para ser piloto da Scuderia. Por que você recusou?

EF: Tinha contrato com a Copersucar e sabia que o Niki ia voltar a correr.

O impressionante retorno de Lauda foi em Monza. Nem a Ferrari acreditava que isso iria ocorrer e tinha contratado Carlos Reutemann como substituto do austríaco após a recusa de Emerson. No fim, a equipe alinhou três carros naquele GP.

IB: A Copersucar começou como qualquer outra equipe da F1 e foi evoluindo, mas a imprensa brasileira ao invés de apoiar foi só críticas desde o começo. Lembro de uma imagem do Wilsinho emocionado, com os olhos cheios d’água, falando sobre uma prova em que você estava terminando e o “locutor” narrando: “Lá vem Emerson no açucareiro”...

EF: A imprensa especializada brasileira acabou com a equipe! Nós tinhamos o Keke Rosberg, Harvey Postlethwaite, Peter Warr, Adrian Newey... A equipe estava pronta para começar a vencer e aí eu recebo um telefonema do pessoal da Skol dizendo: “Não dá mais, Emerson. A pressão aqui no Brasil está muito forte, vamos ter que encerrar o patrocínio.”

Rosberg seria campeão no ano seguinte pela Williams. Postlethwaite seria o designer daquele que foi o último carro campeão de Construtores da Ferrari até a Era Schumacher. Warr substituiria Colin Chapman como chefe da Lotus e traria os últimos momentos de glória da lendária equipe com Ayrton Senna e Nelson Piquet. Adrian Newey se tornou o maior projetista de carros de corrida de todos os tempos, ganhando dois títulos na Indy e mais dez na Fórmula 1.

IB: Você tem algum arrependimento sobre ter ido para a equipe?

EF: (categórico) Não! Perdi muito, muito dinheiro mesmo. Sofri. Mas por causa da Copersucar cheguei à Indy.

Emerson tentou um retorno à F1 em 1984, realizando testes para a Spirit-Honda em Jacarepaguá, mas desistiu ao perceber que o ano não competitivo.

IB: Então você correu de Super Kart e depois foi correr de GT em Miami.

EF: Sim. Fui convidado pelo Ralph Sanches (fundador do circuito de Homestead) e fui disputar o GP de Miami.

IB: Com aquele carro cor de rosa...

Risos

EF: “The Spirit of Miami”… Uma corrida de rua, na Biscayne Boulevard.

IB: É verdade que você estava tão duro que alugou um apartamento cuja única “mobília” era um colchão no chão?

EF: (rindo) Não, aluguei um apartamento mobiliado.

IB: Então ainda em 1984 você foi correr na Indy pela Patrick Racing, equipe pela qual conquistou sua primeira vitória em Indianápolis em 1989 e o título da Indy no mesmo ano. O resto é História: você se tornou um dos maiores pilotos da Indy em todos os tempos; venceu mais uma vez as 500 Milhas, até que chegou Michigan, 1996... Aquele acidente horrível! Eu estava assistindo a prova em casa, em Miami, e tinha a impressão que você ia vencer aquela corrida.

EF: Era bem possível que eu terminasse entre os três primeiros. O carro estava muito bom, eu estava me sentindo muito à vontade.

IB: Mas você tinha falado pro Penske que ia parar no final do ano...

EF: Sim. No sábado cheguei pro Roger e disse isso.

Emerson não ficou paralítico após o acidente por um verdadeiro milagre, algo como dois ou três centímetros. Curiosamente, foi graças às suas doações financeiras para o Jackson Memorial Hospital de Miami que o hospital tinha conseguido desenvolver excelência em traumatismos na coluna, ou seja, por sua generosidade Emerson saiu totalmente recuperado.

IB: Li que você não é um piloto aposentado, que ainda disputa algumas provas.

EF: Hoje sou um “Gentleman Driver”.

Gentleman Driver é aquele piloto que corre apenas pelo prazer de correr, pela emoção, sem fazer disso uma atividade profissional.

IB: Quem foi seu ídolo no automobilismo?

EF: Fangio! Tinha toda aquela história de ser um latinoamericano sendo campeão na F1, etc.. Teve o Seu Chico (Landi) também. Da minha geração gostava muito do Jackie (Stewart), do Ronnie (Peterson), do Mario (Andretti), do meu irmão Wilsinho, fantástico piloto! Me espelhei muito nele. Também torço muito pelos pilotos brasileiros.

IB: E a morte nas pistas?

EF: A que mais me chocou foi a do Ronnie, ele era meu melhor amigo! Outro dia eu e o Alex (Dias Ribeiro, ex-piloto brasileiro de F1) paramos para contar e chegamos a trinta e cinco! Trinta e cinco amigos mortos nas pistas! Naquela época se morria muito, uma profissão de altíssimo risco.

IB: E o Senna?

EF: O Ayrton foi aquela história, a gente acha que nunca vai acontecer. Jamais pensei que ele morreria nas pistas.

IB: Eu também não acreditava que um brasileiro poderia morrer na F1, achava que só acontecia com os outros.

EF: Foi um baque muito forte.

IB: Outro grande amigo seu que também morreu, mas fora das pistas, foi George Harrison.

EF: Sim, nossa amizade começou em 1972 e durou até a morte dele.

IB: Em 1979 ele escreveu uma música, “Faster”, dedicada ao Ronnie Peterson. Lembro bem disso porque comprei o LP na época e a dedicatória estava lá. Hoje dizem que era dedicada ao Jackie Stewart, aliás, tudo o que ouvi ou li de histórias sobre outros pilotos hoje dizem que era o Jackie, tipo aquela de “fechar um olho no túnel em Mônaco”. Na minha época diziam que era o Fangio...
Harrison era amigo de Ronnie?

EF: Sim, muito.

IB: A quem você agradeceria pelo sucesso na sua carreira?

EF: Ih... Tem tanta gente que tenho medo de esquecer alguém... Sem dúvida à minha família, Gerry Cunningham – que foi me buscar no aeroporto quando cheguei na Inglaterra, Jim Russel, Colin Chapman, Braguinha, Teddy Mayer, Ralph Sanches, Pat Patrick, Chip Ganassi, Roger Penske...

IB: Seu filho Emmo está correndo de kart. Você o influenciou?

EF: Não. Ele ficou com vontade de correr quando tinha cinco anos e foi assistir a uma corrida do sobrinho Pietro na Carolina do Norte.

IB: Pietro, sobrinho do Emmo...

Ambos caem na gargalhada.

EF: Acho que só agora o Emmo está se dando conta de que o Pietro é sobrinho dele... (mais risos)

IB: Eu sempre vi você com dois lados: o do piloto e o do artista. Você desenhou barcos, inventou o volante de três partes... Dos três filhos homens que teve, só o Emmo decidiu ser piloto. Jayson é um renomado designer gráfico e Lucca é pintor e escultor, ou seja, puxaram teu outro lado.

EF: O Emmo é uma criança ainda, só tem dez anos, é possível que ainda mude de idéia.

IB: Me responda como profissional e não como pai, ele é bom?

EF: Ele foi correr de kart na Itália, que hoje é o mair centro de kartismo do mundo. Os melhores estão indo pra lá, de todos os países. O Emmo chega e põe dois décimos em cima de um italiano campeão, três anos mais velho que ele.

IB: Então o Emmo é bom! E os outros netos, Mateo e Marco, filhos da Tati com o Max Papis?

EF: Eles não querem saber de correr.

IB: E o projeto do EF7 Fittipaldi Pininfarina?

EF: (pergunta entusiasmado) Você já viu o carro?

IB: Claro! É lindo... A partir de quando será vendido? E o preço? Será comercializado no Brasil?

EF: O protótipo será testado nas pistas até dezembro. Depois disso, definiremos quando será vendido e por qual valor. É claro que um brasileiro poderá importar.

IB: Não será vendido em lojas?

EF: Não. É um carro de corridas, feito para as pistas. Serão apenas trinta e nove unidades.

IB: Nosso amigo Luiz Evandro Águia disse que você chegou a esse número somando os dois títulos na F1, mais as vitórias na F1 e na Indy e mais o título na Indy.

EF: É isso mesmo.

IB: Uma vez conversando com o Raul Boesel perguntei a ele se pudesse voltar a correr, o que escolheria: F1, Marcas ou Indy. Ele me respondeu: “Fórmula 1, Ialdo, mas a do meu tempo.”  E você?

EF: Fórmula 1, Ialdo, com os carros de hoje, que são muito mais seguros, mas com a turma do meu tempo.

IB: Você se tornou uma pessoa muito espiritualista depois do acidente em Michigan. A sua religião é Batista, né?

EF: Sou Presbiteriano, frequento a igreja de Key Biscayne.

IB: Eu também sou, mas não sei porque fiquei com essa idéia de que você era Batista.

EF: Quando estou no Brasil, vou com o Alex Dias Ribeiro na igreja dele, que é Batista. Quando você vier a Miami, vamos juntos na minha igreja.

IB: Está combinado!
Um último recado?

EF: Eu queria falar sobre a importância de Deus na minha vida. Da minha fé Nele. Da certeza de que Ele trabalha por mim!
Veja como Deus opera: minha esposa, Rossana, também é evangélica. E o pai dela foi padrinho de casamento do José Carlos Pace com a Elda.
Incrível, né?




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