terça-feira, 15 de novembro de 2016

DÚVIDAS


por Ialdo Belo

E o que era ficou como é. O que deveria ter sido resolvido na F1 até o GP do Brasil, não foi. Ao contrário, novas dúvidas e questionamentos surgiram. O que será do amanhã? Responda quem puder:

a) NASR - apesar de ter feito uma corrida absolutamente brilhante em Interlagos, ainda não tem confirmada sua participação na F1 para o ano que vem até este momento. Pior, Monisha ainda saiu bravateando que o mérito maior era da equipe, minimizando, errôneamente, o feito extraordinário de Nasr.
Numa prova em que Raikkonen, Vettel, Massa e até o próprio Marcus Ericsson, erraram, entre outros. a pilotagem do brasileiro só comprovou seu talento. Se o 9º lugar tivesse sido obtido em pista sêca, aí sim o fraquíssimo carro da Sauber poderia ter algum mérito, mas, Monisha continua em seus devaneios de que é uma chefe de equipe e gente assim só pensa no cheque.
Fica a dúvida, os 40 milhões de dólares que a Sauber poderá ganhar da FOM como bônus, graças a Nasr, prevalecerão sobre a quantidade de dinheiro a mais que outro piloto sem o mesmo talento poderá trazer?

b) FORCE INDIA - o que levou realmente Nasr a não fechar com a Force India? Pressão de Toto Wolff por Ocon ou patrocínio? As duas hipóteses estão sendo aventadas. Embora Vijay Mallia tenha declarado que talento, e não dinheiro, seria decisivo na escolha do 2º piloto, parece que não foi bem o caso. Entretanto, não se deve descartar o talento de Ocon.
A pergunta que fica é: a escolha foi justa?

c) BANCO DO BRASIL - a instituição brasileira terá um papel decisivo na possibilidade do Brasil ter ou não um piloto no grid da F1 em 2017. Com a mudança do governo e consequentemente da diretoria do banco, foi determinado que as verbas publicitárias devem diminuir. Segundo algumas fontes, esta seria a razão de Nasr não ter sido contratado pela Force India ou de ainda não ter fechado com a Sauber.
Nasr foi pessoalmente à Brasília há alguns meses pedir apoio sobre o assunto ao presidente Temer.
Dúvidas: surtiu efeito? E em caso afirmativo, qual será a verba, afinal?

d) ASTERISCO - o asterisco continua e a ameaça ao GP do Brasil em 2017, também. Bernie andou declarando que o GP deste ano foi deficitário e que não vai bancar a "bomba" ano que vem. Contraditoriamente, se mostrou interessado em comprar Interlagos, foi à Brasília conversar com Temer e voltará ao país em dezembro, quando talvez venha a conversar com o prefeito eleito de São Paulo João Dória Jr.
Haverá GP do Brasil em 2017? A resposta para esta pergunta, neste momento, só adivinhando.


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