quarta-feira, 9 de novembro de 2016

ACABOU PARA FELIPE NASR


por Ialdo Belo

Com a confirmação de Kevin Magnussen na Haas e Jolyon Palmer na Renault, o brasileiro Felipe Nasr definitivamente será mais do que um figurante, papel que já exerceu este ano, na F1. Isto se permanecer na categoria!
O que sobrou para Nasr não tem nada de promissor. Se permanecer na Sauber (a vaga está sendo disputada com o endinheirado Esteban Gutierrez), terá um carro com um motor totalmente defasado num momento em que a F1 estará liberando para todas as outras equipes o desenvolvimento sem restriçôes do motor, ou seja, o carro já estréia com o ultrapassado motor Ferrari de 2016 e só tende a piorar. O maior exemplo disto ocorreu nesta temporada com a STR que apesar do ótimo chassi foi perdendo espaço devido à mesma opção que a Sauber está fazendo. No caso dos Toros, não havia opção já que não havia motores disponíveis, mas a Sauber escolheu o suicídio tecnológico para economizar uns trocados, mais uma das muitas decisões erradas da Sra. Monisha Kaltenborn em sua insana cruzada que parece destinada a acabar com o time suíço.
O que resta além da Sauber? Um assento na Manor. Seria o mesmo que trocar seis por meia dúzia...
A pergunta que não quer calar: por que Nasr chegou nesta situação? Difícil responder sem ter conhecimento de todos os elementos, mas, acredito, principalmente, em um mau gerenciamento na carreira.
Felipe fez uma estréia impressionante na F1 ano passado. Disputou com Max Verstappen o título de "Estreante do Ano" e sabidamente tem muito mais talento que Magnussen, Palmer ou Gutierrez.
De acordo com o jornalista Reginaldo Leme, Nasr não assinou com a Williams em Monza porque não quis. Ainda de acordo com Leme, Nasr estava a um passo de fechar com a Force India e ainda, o "oráculo" da F1 Eddie Jordan cravou Nasr na Renault (errando de novo...), então, o que houve?
A resposta poderá vir um dia, ou não. Entretanto, uma coisa é certa: se continuar na F1 em 2017, com essas opções que lhe sobraram, dificilmente será um piloto que poderá vir a ter uma carreira vitoriosa ou longa na Fórmula 1.

8 comentários:


  1. Para a F1 continuar com pilotos brasileiros no futuro, só a Globo e o Banco do Brasil se juntando para comprarem uma equipe. Só APELANDO assim, mesmo.

    Esse Steve Robertson também não ajudou, li bastante gente falando que era para o Nasr jogar a carreira para o filho do Jean Todt, o Nikolas Todt.

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    1. A questão da Globo tá feia, Gustavo. Entre 2005 e 2015 perdeu 50% da audiência da F1.

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  2. E que acredita no que Reginaldo Leme diz? Essa estória de Monza é tão verdadeira quanto a estória da force india.

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    1. Será? O Regi tem mais de quarenta anos de paddock, acho que mudarm o rumo da prosa no meio do caminho...

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  3. Texto coerente.
    Apenas uma observação: Mal é o contrário de Bem e Mau é antônimo de Bom.
    A causa seria um MAU gerenciamento da carreira de Nasr.

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    1. Valeu, Anônimo. Errei feio... Se serve de consolo, é que tinha terminado uma matéria em inglês e a cabeça já estava cansada. Explica, mas não justifica.
      Corrigi. Obrigado!

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  4. bom texto curto e direto parabens, so achei o layout do site um pouco antigo

    sobre o Nasr ta dificil mais ainda sim a Mnor melhor que a Sauber pois soube que irão aumentar sua parceria com a Mercedes possivel se torna uma STR da equipe alemã

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    1. Anotada a sugestão do layout, Claudio. Realmente, desde 2012 não fizemos mudanças e já está na hora de um shake down. Vamos ver se dá para ficar pronto já para a próxima matéria.
      O que eu já desconfiava e parece que vai se confirmar é que o problema do Nasr é de grana. O Banco do Brasil, com a mudança do Governo, parece não estar muito disposto em continuar investindo alto na F1 e o mesmo vale para a Petrobras.
      Torço para que eu esteja errado porque senão...

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