segunda-feira, 12 de setembro de 2016

QUEM VAI LIDERAR WILLIAMS E RENAULT?


por Ialdo Belo

Pois é, voltei! A paixão pela F1 e por escrever sobre ela foi mais forte e aqui estou. No entanto, não tenho certeza se voltarei a frequentar os autódromos com regularidade, no momento isso seria impossível, visando não agravar meu problema auditivo. Ainda assim, mantenho contato com o pessoal do paddock e continuo credenciado e isto já é o suficiente para elaborar o estilo de coluna a que este site/blog se propõe, ou seja, análise e opinião e não matérias sobre as corridas ou furos jornalísticos.

QUEM?

A pergunta do momento no paddock e fora dele é: com a aposentadoria de Massa e o sabático de Button, quais pilotos poderiam vir a liderar a Williams e a Renault na temporada 2017?
A começar pelos franceses. De acordo com o jornalista brasileiro Livio Oricchio do Globoesporte.com, que obteve a informação em entrevista exclusiva, a Renault estaria buscando um piloto jovem, carismático e com potencial para liderar a equipe nos próximos cinco anos. Vejo como exemplos deste perfil no passado Michael Schumacher em 1992 na Benetton e Lewis Hamilton em 2008 na McLaren. Mas, no presente, só enxergo até o momento um único piloto que se encaixaria nestes quesitos e ele seria o indisponível Max Verstappen. O espanhol Carlos Sainz Jr. seria a opção mais próxima, mas apresenta a mesma indisponibilidade do holandês, a menos que os franceses decidissem abrir o cofre e investir uma pequena fortuna na quebra do contrato de Sainz com a Toro Rosso. É aí que aparece o brasileiro Felipe Nasr. Apesar de não estar tendo uma boa temporada, Nasr impressionou na sua estréia no ano passado e se a memória prevalescer, algo meio difícil na F1, teria boas chances de formar esta parceria. A Renault ainda afirma que irá brigar pelo jovem francês Esteban Ocon para a segunda vaga, mas a Mercedes é dona do passe dele e com a sua intenção de transformar a Manor numa equipe júnior, a exemplo do que acontece entre a Red Bull e a Toro Rosso, o provável é que Ocon mantenha a dupla com Wehrlein em 2017.

Sobre a Williams as informações, ainda não confirmadas oficialmente, são as de que Valtteri Bottas já teria seu contrato renovado para as duas próximas temporadas. Bottas é rápido, talentoso, mas, existe um consenso no paddock de que não é exatamente um piloto capaz de desenvolver sozinho um carro, ser o líder de uma equipe. Isso pode ser comprovado pela temporada dos ingleses em 2013, quando já sem Barrichello e ainda sem Massa, dois excelentes desenvolvedores, teve a pior temporada da sua história ao apostar na dupla Maldonado-Bottas. Daí o interesse explícito em contratar Jenson Button, o que, como todos sabem, acabou não ocorrendo.

Então, quais seriam as opções destas equipes? Eu diria que seria partir para o tudo ou nada! Contratar "jovens pistoleiros" como o canadense Lance Stroll, que aos 17 anos ocupa a primeira posição no campeonato da F3 Européia e é piloto de Desenvolvimento da Williams, torcendo para que algum deles venha a revelar-se um novo Hamilton ou Vettel, com talento e capacidade suficientes para liderar o time e brigar por vitórias. 


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