segunda-feira, 16 de maio de 2016

OLÉ VERSTAPPEN


por Ialdo Belo

Max Verstappen deu um drible na estratégia da Red Bull com seu enorme talento. Nem os mais otimistas poderiam imaginar uma vitória tão espetacular como a conseguida pelo prodígio holandês em Barcelona, mas sua condução irrepreensível derrubou as bolsas de apostas.
A estratégia dos Touros ficou clara quando chamaram Ricciardo para a sua terceira troca de pneus enquanto Verstappen permanecia na pista: o holandês seria o "coelho", o piloto que imprime um ritmo mais forte obrigando os que vêm atrás a acompanhar. Assim, Raikkonen desgastaria mais os pneus e teria que parar para mais uma troca também, Ricciardo atacaria Vettel e o ultrapassaria caminhando para vencer a prova, enquanto Verstappen trocaria mais pra frente, junto com Raikkonen, e os dois disputariam a última posição no pódio. Para o jovem Max a terceira ou quarta posição seria excelente em sua estréia na RBR, certo? Errado. Contrariando a tudo e a todos Verstappen realizou um stint de mais de trinta voltas com um jogo de pneus que supostamente deveria durar pouco mais de vinte voltas. Kimi, notório poupador de pneus, também soube dosar o desgaste e o resultado todos já conhecem. 
De todas as formas, a aposta foi válida também para os Touros que obviamente se deram conta que valeria a pena manter Max na pista pois, no máximo, mesmo que tivesse que trocar pneus nas voltas finais, terminaria em quarto lugar, ou seja, o mesmo resultado que o "plano a" previa.
Valeu por tudo. O espetáculo foi lindo, pela primeira vez na temporada a disputa entre os ponteiros ficou realmente aberta até a última volta e o mundo assistiu a consagração de um novo gênio.

LAMBÃO

A lambança de Hamilton foi, para dizer o mínimo, imperdoável.
Rosberg não cometeu nenhum erro: defendeu a posição uma vez e estava, também, preparando a tomada da curva.
Toto Wolff fez seu papel: foi político ao culpar os dois pilotos visando manter a harmonia no time.
Niki Lauda também fez o seu: falou a verdade.

BOCCA CHIUSA

Rubinho Barrichello deve ter se lembrado dos seus tempos de Ferrari, quando falava mais do que fazia e sempre perdia a chance de ficar com a boca fechada.
Ao sair tuitando que Rosberg era o culpado pelo acidente com Hamilton perdeu mais uma...

TCHAU QUERIDO

Alguém acredita que Daniil Kvyat ainda tem uma carreira na Fórmula 1?

FARO FINO

Alguém ainda duvida que Helmut Marko tem pacto com as bruxas de Salem?

DE LONGE

Jos Verstappen decidiu não acompanhar mais o filho Max no paddock já a partir do GP da Espanha.
O paizão tomou a decisão na semana passada ao concluir que com a chegada do filho a RBR seu papel estava cumprido e que deveria adotar uma postura mais low profile.
Podia ter esperado mais um pouco, né não?

RESUMO DA ÓPERA

E lá vamos nós com a análise da atuação dos dez melhores colocados em Barcelona:

1º - Max Verstappen - Tudo o que devia ser dito está lá em cima. - NOTA 10

2º - Kimi Raikkonen - Voltou a ser o Kimi Show. Tentou de verdade ultrapassar Verstappen, mas ao mesmo tempo soube conter o ímpeto, não se afobar e como recompensa é o vice-líder do campeonato. - NOTA 10

3º - Sebastian Vettel - Não é por acaso o maior salário da F1 atual. Soube defender a posição com Ricciardo de maneira limpa, mas espetacular. - NOTA 10

4º - Daniel Ricciardo - Atacou, se perdeu, errou. Não teve cabeça e agora vai sentir toda a pressão do mundo por conta de Verstappen. - NOTA 6

5º - Valtteri Bottas - Burocrático, não fedeu, nem cheirou, nem comprometeu - NOTA 6

6º - Carlos Sainz Jr. - Mais uma boa prova. - NOTA 7

7º - Sergio Perez - Leva a confiável Force India no limite. - NOTA 8

8º - Felipe Massa - Está em sua melhor fase desde 2008, mas sofre com os erros da Williams. Merecia ter uma equipe mais estratégica. - NOTA 10

9º - Jenson Button - Deixou a impressão que Vandoorne teria feito melhor. Deve ter sido seu último GP da Espanha pela McLaren. - NOTA 6

10º - Daniil Kvyat - Se fosse o que pensa ser, teria chegado à frente de Sainz. Não tem a desculpa de estar se "adaptando ao carro" depois do sucesso de Verstappen. - NOTA 4 



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