segunda-feira, 3 de agosto de 2015

SILLY SEASON 2015


por Ialdo Belo

A "silly season" da F1 começou cedo e quente este ano e o grande responsável por isso tem nome e sobrenome: Kimi Raikkonen. Tudo porque o finlandês não está, pelo menos para os "agitadores", correspondendo às expectativas da Ferrari com relação à sua performance nas pistas.
Raikkonen é um piloto caro, já não está na sua plena juventude, vem sendo constantemente "batido" pelo seu companheiro de equipe Vettel e, soma-se a isso tudo, tem errado muito. Pronto, temos aí um enredo dramático que com contornos italianos fica ainda pior. Uma autêntica macarronada pronta para ser devorada pelos fofoqueiros de plantão.
Numa F1 dominada pela falta de notícias relevantes e com a Mercedes "dona" do campeonato, tudo o que resta para vender jornais e revistas é especular.
Assim, Bottas estaria na Ferrari, Hulkenberg na Williams e Kimi em casa, se divertindo.
Bem, tudo isso pode vir a acontecer, ou não.
Maurizio Arrivabene declarou em Budapeste que agora é hora de férias, não de pensar em pilotos e que o desenvolvimento do carro ainda é o foco principal. O que isso significa? Nada! O prõprio Arrivabene já foi marcado pelos italianos que até às vésperas da Hungria já o estavam chamando de"Arrivederci". De "benvindo" a "tchau" em algumas corridas e no momento benvindo de novo, mas, até quando? Só Deus e os tifosi sabem...
A realidade é que Raikkonen não tem o mesmo ritmo de Vettel, nem nunca terá. Assim como Massa não tinha o de Alonso e nem Rubinho o de Schumacher. Por quê? Porque a Ferrari pode dizer o que quiser mas na verdade a Scuderia estabelece sim uma hierarquia e a única coisa que precisa ser definida é quanto custará o segundo piloto.
A contratação de Kimi não era para o lugar de Massa, mas sim de Alonso. Como o espanhol cumpriu mais um ano, Massa sobrou. Mas quando sentiram a oportunidade de ter Vettel ao invés do marrento Príncipe das Lamúrias, os homens de Maranello não perderam a chance. Com isso, Kimi passou a ser um artigo de luxo, um piloto caro que não está tendo um desempenho à altura do que recebe e isso tem peso em qualquer empresa, não só na F1. O desempenho do finlandês na Hungria foi dentro do que se espera de um piloto da Ferrari e ele não teve absolutamente nenhuma culpa pelo abandono. No entanto, Kimi terá que repetir muitas "Hungria" se quiser continuar empregado. Ou não. Arrivabene pode ter se contentado com o que viu, a Williams pode estar sendo dura para liberar Bottas e tudo pode continuar como antes no quartel de Abrantes.
A verdade é que a única verdade da silly season é essa: ninguém sabe nada ao certo e sai chutando pra tudo que é lado. Quando acerta, vira mago, quando erra, vira de lado e continua inventando outras porque a falta de assunto na F1 é grande e, afinal, jornalista também tem que comer, né?
Poder ser, pode não ser...



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