segunda-feira, 11 de agosto de 2014

10 COISAS QUE VOCÊ DEVE SABER (OU NÃO) SOBRE LUCAS DI GRASSI


por Ialdo Belo - Direto de Amsterdam, Holanda

E hoje 11 de agosto é o aniversário de um dos maiores talentos do automobilismo brasileiro de todos os tempos. Lucas Tucci di Grassi completa nesta segunda-feira 30 anos de uma carreira vitoriosa em todos os sentidos. Se a ele faltou uma oportunidade para se firmar na F1, isso se deveu mais por uma questão de "timing" do que por qualquer outro motivo: Lucas estava no lugar certo, mas na hora errada. Sua chegada à categoria máxima do automobilismo ocorreu num momento de incertezas e mudanças na mesma. 2010 foi o ano da entrada das novas equipes que contavam com o prometido teto de gastos de $ 40 milhões. Entretanto, a FIA não resistiu à pressão exercida pelos grandes times, em particular a da Ferrari, e na prática o limite não vingou, o que tirou das estreantes qualquer chance de sucesso. Após isso e como consequência da crise mundial, a maioria das equipes passou a priorizar pilotos que trouxessem patrocínio e foi neste ponto que a carreira de Di Grassi na F1 acabou. Entretanto, seu talento nunca deixou de ser reconhecido e logo ele era contratado para ser o testador oficial da Pirelli. Após essa fase, Di Grassi foi convidado pela própria FIA para ser o desenvolvedor da nova categoria Fórmula E, que estreará ainda este ano e terá no brasileiro uma das suas principais estrelas, e ainda foi confirmado como piloto do time oficial da AUDI no Mundial de Endurance, onde participa atualmente também com brilhantismo.
Veja a seguir 10 pontos que merecem destaque na carreira de Lucas di Grassi:

1) estreou no kart em 1997, aos 13 anos. No mesmo ano foi campeão bandeirante e campeão paulista do interior, vencendo todas as corridas;

2) No ano seguinte foi campeão sul-americano com a equipe Roda Motors na cidade de Tigre na Argentina. Ainda no kart conquistou o título panamericano em 2000;

3) Em 2002 foi vice-campeão brasileiro da Fórmula Renault;

4) Em 2003 foi vice-campeão da Fórmula 3 Sulamericana;

5) Em 2004, aos 19 anos, Lucas foi escolhido entre cerca de 100 jovens pilotos de todo o mundo, para fazer parte do programa de desenvolvimento de jovens pilotos da equipe Renault F1, no qual permaneceu por 4 anos;

6) Em 2005 venceu o tradicional e cobiçado GP de Macau de F3, repetindo o que já haviam feito os brasileiros Ayrton Senna e Maurício Gugelmin. Para sair com a vitória Lucas superou, entre outros, o polonês Robert Kubica e o alemão Sebastian Vettel;

7) Em 2006, transferiu-se para a GP2 Series com a equipe Durango, onde somou oito pontos e terminou em décimo sexto. Suas boas atuações na temporada de estréia, mesmo com um carro muitíssimo limitado, chamaram atenção das equipes maiores. Após o término do campeonato, fecha contrato com a equipe bicampeã, ART Grand Prix, para a temporada 2007, onde terminou com o vice-campeonato, perdendo o título para o alemão Timo Glock, da iSport;

8) Em 2007 e 2008 conquistou o prêmio Capacete de Ouro. Em 2008, assume a condição de piloto de testes da equipe Renault F1, tornando-se reserva imediato dos titulares Fernando Alonso e Nelsinho Piquet. Ainda em 2008, Di Grassi retornou para competir na GP2 Series a partir da sétima etapa da competição, e mesmo assim, terminou na terceira colocação na temporada (dois pontos do vice-campeão Bruno Senna e dez do campeão Giorgio Pantano);

9) Após a excelente temporada, especulou-se que Di Grassi poderia ter uma vaga na Fórmula 1 em 2009, tendo chegado até a testar o carro da Honda F1, na Espanha, junto com o conterrâneo Bruno Senna. No entanto, com o fim das atividades da Honda na Fórmula 1, Lucas acabou sem chances de subir para a categoria principal do automobilismo naquele ano e continuou competindo na GP2 Series pela equipe espanhola Racing Engineering, pela qual o italiano Giorgio Pantano conquistou o título em 2008. Contudo o carro de 2009 não parecia ser competitivo o bastante, sofrendo constantes problemas mecânicos e excessivo desgaste de pneus. Mesmo assim Lucas terminou o campeonato na terceira colocação. No dia 10 de dezembro de 2009 a imprensa ao redor do mundo confirmou o contrato de Lucas com a Manor Grand Prix e no dia 11 de dezembro de 2009 o próprio piloto, a convite da Rede Globo de Televisão deu a notícia de seu contrato ao vivo no programa Globo Esporte. Segundo Lucas, esta era a que tem melhor estrutura e maior chance de destaque entre as equipes novatas. A equipe Manor Grand Prix passou a se chamar Virgin Racing, empresa de Richard Branson, proprietário do Virgin Group já que já estava envolvido na F1 desde o início de 2009, patrocinando a Brawn GP, campeã daquele ano e atual Mercedes GP;

10) Em 2010, formando dupla com o alemão Timo Glock. Di Grassi fez uma boa temporada, dentro da possibilidades que carro e equipe lhe ofereciam. Ao longo do ano abandonou oito das dezenove provas, mesmo número de abandonos que seu experiente companheiro de equipe, quase sempre por quebras no problemático VR-01. Além disso, teve um carro nas mesmas condições do companheiro em apenas 4 das 19 provas, ainda assim conseguindo muitas vezes andar no mesmo ritmo, ou até superá-lo. Não chegou a largar no Grande Prêmio do Japão e sua melhor posição de chegada foi uma 14° colocação no Grande Prêmio da Malásia. Terminou a temporada à frente do companheiro de equipe. Apesar disso, não teve seu contrato renovado pela equipe Virgin, que priorizou o dinheiro trazido pelo belga Jérôme d'Ambrosio.




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