sábado, 5 de abril de 2014

RACHA NO AUTOMOBILISMO EM SÃO PAULO OBRIGA O FORMULA i A SE POSICIONAR


EDITORIAL

Desde o ano passado estamos acompanhando uma situação que consideramos lamentável. O automobilismo brasileiro, já tão fragilizado, vem enfrentando um dos seus momentos mais vergonhosos justamente onde deveria não só se fortalecer, mas, também, dar o exemplo: numa categoria de base. 
Tudo começou numa iniciativa alguns anos atrás, quando um grupo se reuniu para criar (ou trazer de volta, dependendo do ponto de vista) uma categoria automobilística de baixo custo que teria como principais objetivos servir como escola para jovens pilotos oriundos do kartismo ou para veteranos reviverem glórias passadas. A essa categoria foi dado o nome de Formula Vee.
Este grupo inicial definiu os parâmetros da categoria, desde as especificações dos carros até o sistema de pontuação e com o aval da FASP - Federação de Automobilismo do Estado de São Paulo, o projeto se transformou em realidade.
Como toda iniciativa que envolve várias pessoas, nem sempre as decisões foram unânimes e isso pode ser considerado perfeitamente normal. Entretanto, com o passar do tempo, a voz da discordância foi aumentando o volume. Ideias deram lugar à acusações e aquilo que nasceu para engrandecer começou a diminuir.
Naquele momento, um grupo dissidente, contando entre seus membros com idealizadores de primeira hora da Formula Vee, resolveu criar uma nova categoria. Isto seria absolutamente normal, embora, em nossa opinião, uma opção inadequada pois dividir nunca gera os mesmos resultados positivos de somar e temos aí a triste lembrança da dissidência na CART que gerou as fracas Champ Car e IRL nos EUA, o que resultou na extinção de ambas. 
O que seria "criar" uma categoria no sentido exato da palavra? Ir para a prancheta, desenhar um carro, definir especificações, etc... ou seja, tudo aquilo que foi feito pelos idealizadores da Formula Vee! Então, foi isto que aconteceu? Absolutamente não!
Primeiro, os tais "criadores" tentaram simplesmente através de uma manobra política com a FASP retirar dos atuais detentores os seus direitos de organizar e realizar as provas. Para isso, usaram de um ardil: a Formula Vee simplesmente trocaria de nome e passaria a se chamar Formula 1600, com os direitos passando para as mãos dos postulantes. Com a premissa de um processo judicial, a manobra então tomou o rumo que se encontra agora: os direitos dos fundadores da Formula Vee foram preservados sob determinadas condições e aos "criadores" foi permitida a homologação da "categoria" que nada mais é do que carros da Formula Vee correndo na mesma pista, nos mesmos dias, apenas em horários diferentes.
Posso assegurar que tamanha dicotomia é inexistente em qualquer lugar do planeta, exceto no sagrado templo do automobilismo nacional, o autódromo de Interlagos.
Em respeito à conversações privadas que tive com ambas as partes, não citarei nomes. Em respeito ao bom jornalismo, esse editorial não tem o intuito de promover a discórdia, muito antes pelo contrário: queremos ajudar a estabelecer o que é certo e de direito para que a partir daí quem sabe venhamos a ter uma categoria unida ou então duas "de verdade".
É por isso que a partir desde momento e até que sejam apresentadas novidades, o Formula i reconhece publicamente para todos os seus milhares de leitores a Formula Vee como legítima, passando a considerar, em termos noticiosos, a Formula 1600 como uma categoria dissidente oficialmente apoiada pela Federação de Automobilismo do Estado de São Paulo.  Ou seja: com direito legal de existir, visto que é reconhecida pela FASP, mas não necessariamente com mérito para ser divulgada através deste site de notícias automobilísticas.
Entretanto e para que sejam preservados os direitos de livre informação, comentários sobre a Formula 1600 vindo de leitores ou correspondências enviadas por seus dirigentes e/ou patrocinadores, já publicados aqui ou que venham a ser enviados num futuro, continuarão sendo veiculados neste site.
Para finalizar, afirmo que este editorial é de caráter pessoal e reflete a minha opinião sobre este episódio e que a dos demais colaboradores deste site podem divergir da minha em todos os aspectos.

Ialdo Belo







2 comentários:

  1. ´Prezado Ialdo Belo, perfeita a matéria, apenas gostaria de acrescentar algumas coisas:
    Não foi ninguém do time inicial da Formula Vee que perpetrou o golpe, foi gente nova que nunca esteve envolvida com a categoria como desenvolvedor. O elemento aplicou na categoria recursos em 2012 vindos de um projeto de incentivo de ICMS sabe-se obtido como. Na realidade tinham captado dinheiro para um projeto e esse projeto não virou, ou teria que devolver ou ir para a cadeia, pois depois me disseram que tinham gasto o dinheiro. De qualquer forma fizemos um favor em deixá-lo aplicar na categoria e não sabemos dos detalhes desse dinheiro, não temos nada com isso. Esse elemento envia em Setembro de 2013 uma carta eivada de mentiras e sandices para a Fasp solicitando no final que a Formula Vee fosse dada para ele. A Fasp ao invés de jogar no lixo deu crédito à carte quando foi questionada uma hora dizia que 14 pilotos assinaram a mesma, outra hora que 17 pilotos assinaram e jamais mostrou nada. Não conheço nenhum piloto que tenha assinado. É a carta mistério.
    A Fasp alegou que a categoria era dela e só dela e a dava para quem quisesse. Interessante, a Formula Vee gere a categoria dando um enorme lucro para a Fasp durante 3 anos e é igualada a um aventureiro da rua.
    Tentaram dar o golpe, mas esqueceram de fazer a lição de casa, a Marca e o Nome são registrados e nessa hora tiveram que criar a tal genérica.
    A genérica foi formada quase como uma Formula Taxi, um equipe controla 10 carros de aluguel, outra 6 carros de aluguel e uma terceira 3 carros de aluguel. A Formula Vee proibiu equipes com carros de aluguel, só tem o carro da empresa que é alugado ou emprestado a preço subsidiado e a pessoa só pode correr 2 vezes e mais dois carros que pertencem ao FVee Clube do Brasil que é o Clube de Pilotos e Preparadores que é acionista da empresa Formula Vee Brasil, ou seja, a empresa Formula Vee Brasil também pertence a seus pilotos e preparadores, o que é um fato inédito.

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    1. Aí estão esclarecimentos do presidente da empresa Formula Vee, Sr. Roberto Zullino.
      Muito obrigado e um forte abraço.

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