domingo, 10 de novembro de 2013

KIMI E A "URGÊNCIA" NA CIRURGIA DAS COSTAS


por Ialdo Belo

Para quem não sabe, meu piloto favorito na F1 até hoje era Sebastian Vettel. Percebi o talento daquele  então adolescente e enxerguei o potencial de um campeão mundial. Seb me trouxe muitas alegrias. O resto é história. Era meu ídolo. No entanto, a partir de hoje tenho um novo ídolo na F1 que atende pelo nome de Kimi Raikonnen. E essa admiração repentina não tem nada a ver com o fantástico talento de Raikkonen, mas sim com uma palavra que anda em desuso entre os pilotos: atitude!
Kimi virou meu herói ao "peitar" essa onda "politicamente correta" da F1 que transforma os pilotos em robôs. Essa verdadeira "lei seca das palavras e dos atos" no final se volta contra os próprios pilotos, basta ver o exemplo de Felipe Massa. Tivesse sido ele um pouco mais "Kimi" e sua história provavelmente seria outra.
A decisão de Kimi não correr em Austin e Interlagos não o prejudica em nada: de contrato assinado com a Ferrari para o ano que vem, ele resolve seu problema com bastante antecedência e chega na Scuderia com "cheirinho de novo", pronto para infernizar a vida de Alonso, dos engenheiros e dos diretores, exatamente por causa das suas... atitudes.
A grande perdedora sem dúvida será a Lotus. Será difícil agora brigar pela a terceira posição que ocupa atualmente no campeonato de Construtores sem o talento do campeão de 2007, ainda mais que a opção mais imediata para substituir Kimi  seria o piloto reserva Davide Valsecchi, que tem zero de experiência em se tratando de F1 e não sabe absolutamente nada sobre Austin e Interlagos.
Uma opção para a equipe de Enstone seria antecipar a vinda do piloto de 2014, seja ele Maldonado, Hulk ou Massa, mas aí teria que existir a boa vontade das atuais equipes e esse termo também anda meio esquecido na categoria. Uma última e derradeira solução e talvez a mais provável seria contratar um desempregado experiente como "piloto-tampão". Aí, a lista de opções é imensa, desde que a Lotus mostre o dinheiro na frente, é claro...
O resumo da ópera é o seguinte: a temporada de 2014 teve dois campeões, um na pista, Seb, e o outro o campeão moral, um finlandês que atende pelo nome de Kimi Raikkonen e que esperamos, sinceramente, que sirva de exemplo para muitos outros pilotos.

6 comentários:

  1. E vai daqui o meu muito obrigado ao Mariel Costa Moderno pelo toque: dei uma derrapada por causa do sono (estou a há 36 horas sem dormir) e disse que o Kimi foi campeão em 2008 e que a Lotus estava em 3º no campeonato.
    Leitores amigos servem pra isso também, pra mostrar quando a gente erra, não importa por qual motivo ou o importância. Errou, tem que corrigir.
    Valeu, Mariel!

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  2. O Valeschi deve correr. É o terceiro piloto da Lotus. Conhece o carro... É o natural.

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    1. Tem muita coisa em jogo, Jaime, principalmente dinheiro. Seria natural, mas acho que outras opções serão analisadas.
      Abraços,

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  3. O Kimi não merecia ter sido tratado da forma como foi :( ... que ele possa se recuperar bem e fazer o excelente trabalho que sempre fez amo muito ♥ estou torcendo, orando e tudo o que mais for possível para que isso aconteça logo.

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    1. Realmente é uma vergonha uma pessoa trabalhar e não receber, ainda mais quando faz um bom trabalho.
      Apoio totalmente a atitude dele e torço para que outros se inspirem nela.

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