sexta-feira, 18 de outubro de 2013

SOBRE O CANCELAMENTO DA CORRIDA DA FORMULA INDY EM SAO PAULO 2014


por Tony Moura

Para informação dos amigos ligados ao automobilismo, segue aqui um desabafo...
Nestes dias as declarações do prefeito referentes ao retorno auferido pela prova da Indy focam somente uma ínfima parte do cenário real. Ele olha para a árvore e não vê a floresta.
Além de não levar em conta a divulgação mundial da Cidade de São Paulo, pois além das imagens nosso evento chama-se São Paulo Indy 300, o prefeito parece não ter notado:
• O Projeto F-Indy Brasil, que em seu nascedouro visava divulgar a matriz energética brasileira, foi muito além das expectativas.
• O etanol brasileiro de cana de açúcar é desde 2009 o combustível de todos os carros da F-Indy em todas as provas de seu campeonato, no mundo todo.
• Helio Castroneves (2009) e Tony Kanaan (2013) venceram a Indy 500 com combustível brasileiro no tanque.
• Hoje na F-Indy são gerados negócios que contribuem US$ 1.3 bilhão em divisas para nossas contas externas anualmente, através da ação da APEX Brasil e seus filiados, vendendo produtos e serviços brasileiros para empresas americanas, canadenses e japonesas.
•Desde 2009 foram mais de US$ 4 bilhões de produtos e serviços brasileiros exportados através da Plataforma Indy.
•Na Plataforma da Indy a APEX Brasil junta exportadores brasileiros e importadores estrangeiros num fim de semana de negócios e lazer para gerar confiança mútua que conduz a fazer negócios.
• Em 2013, na prova de São Paulo os filiados da APEX venderam mais de US 300 milhões de produtos e serviços brasileiros.
• Agora, com a reforma do Autódromo José Carlos Pace na capital paulista, seria óbvio querer maximizar a utilização deste equipamento da Prefeitura para mais eventos visto o importante montante de R$ 150 milhões, que está sendo despendido pelo poder público.
• A Fórmula Indy comunicou ao prefeito Haddad (em 17 de setembro de 2013) que estaria feliz em realizar a prova no Autódromo de Interlagos visto que a categoria tem todos os requisitos técnicos e jurídicos para fazê-lo, inclusive por atuar mundialmente sob a égide da FIA - Fédération Internationale de l'Automobile, a mesma entidade que rege a F-1.
• A modalidade desportiva que mais gera divisas para o país está sendo prejudicada por uma medida que não deve ter sido adequadamente avaliada em seu todo.

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